Bush anuncia que colocará fim às sanções comerciais contra a Coréia do Norte

Washington, 26 jun (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, George W.

EFE |

Bush, anunciou hoje que sua Administração colocará fim às sanções comerciais contra a Coréia do Norte, mas acrescentou que os Estados Unidos "não tem ilusões" sobre o Governo de Pyongyang.

A Coréia do Norte entregou hoje a funcionários chineses um detalhado relatório de cerca de 60 páginas sobre seu programa nuclear, em cumprimento a um acordo com EUA, China, Rússia, Japão e Coréia do Sul.

Este é um passo-chave para a desnuclearização da Coréia do Norte, disse Bush, em entrevista coletiva no jardim da Casa Branca, "e encaminha esse país na direção correta".

"Mas os Estados Unidos não têm ilusões sobre o regime" de Pyongyang, acrescentou.

Bush disse que sua Administração eliminará as sanções comerciais que Washington impôs à Coréia do Norte e que em 45 dias notificará ao Congresso sua intenção de eliminar esse país da lista de nações que, segundo o Departamento de Estado, patrocinam o terrorismo.

Em 2002, Bush listou a Coréia do Norte, junto com o Irã e o Iraque, como membros de um "eixo do mal" que patrocinaria o terrorismo e buscaria a aquisição de armamento nuclear.

"A diplomacia multilateral é a melhor maneira de resolver a questão nuclear", disse a porta-voz da Casa Branca, Dana Perino.

"A Coréia do Norte deveria aproveitar este momento de oportunidade para restaurar suas relações com a comunidade internacional", acrescentou.

O acordo com os EUA, Rússia, China, Coréia do Sul e Japão estipulou que a Coréia do Norte entregaria uma informação completa de seu programa nuclear, e reconheceria as preocupações internacionais com a proliferação de armamento e as tarefas de enriquecimento de urânio.

Além disso, Pyongyang se comprometeu a continuar a cooperação dentro de um processo que garanta que essas atividades, vistas com suspeita pelos outros participantes do acordo, não voltarão a ocorrer.

As sanções americanas, sob a Lei de Comércio com o Inimigo, promulgada em 1917, foram aplicadas pela primeira vez ao regime norte-coreano em 1950. Atualmente, essa norma restringe o comércio com Cuba e com a Coréia do Norte.

Essas sanções proíbem que as empresas dos Estados Unidos façam negócios com a Coréia do Norte. A inclusão de Pyongyang na lista de países que patrocinariam o terrorismo impede que o Governo norte-coreano receba empréstimos do Banco Mundial e de outras instituições internacionais. EFE jab/an

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG