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Bush alerta para tempos difíceis e defende maior exploração de petróleo

Macarena Vidal Washington, 29 abr (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, George W.

EFE |

Bush, alertou hoje para a chegada de "tempos difíceis" na economia de seu país e propôs, entre outras medidas, o aumento da exploração de petróleo em território americano para amenizar maiores prejuízos.

Em entrevista coletiva realizada no jardim da Casa Branca, e convocada para tentar acalmar temores dos cidadãos comuns sobre a situação do país, Bush afirmou que a economia passa por um "período de muita lentidão".

No entanto, evitou comentar se entrou em um período de recessão.

Amanhã serão divulgados números de crescimento do último trimestre, com analistas aguardando aumento de apenas 0,5% do Produto Interno Bruto (PIB) americano.

O líder pediu ao Congresso que se esforce mais para reativar a economia, e propôs a aprovação de leis que permitam aumentar a prospecção e a exploração de petróleo e gás natural em território americano, mais especificamente na Reserva Natural do Alasca (ANWR), atualmente protegida.

"Os cálculos do Departamento de Energia americano prevêem que a ANWR poderia permitir a produção de um milhão de barris de petróleo adicionais por dia", declarou.

Bush se queixou do fato de não ter sido construída uma refinaria sequer em solo americano ao longo dos últimos 30 anos.

"Devemos dar um sinal aos mercados de que estamos dispostos a explorar em nosso território, e de que vamos construir novas refinarias", disse, após admitir a existência de um clima de "ansiedade" entre cidadãos americanos comuns, devido aos altos preços dos combustíveis.

Nos últimos dias, os preços do Petróleo Intermediário do Texas (WTI, leve) bateram recordes, com cotações próximas a US$ 120 por barril.

O preço médio da gasolina nos EUA atualmente é de cerca de US$ 4 o galão (3,79 litros).

Bush lamentou que o Congresso, de maioria democrata, convoque países produtores de petróleo para que aumentem sua produção e se oponha à autorização de novas prospecções em solo americano.

Além disso, rejeitou a proposta feita pela bancada democrata de criar um imposto às companhias petrolíferas, que este ano estão registrando lucros recordes. Bush afirmou que o encargo proposto seria "transferido ao consumidor via preços".

O governante descartou também a possibilidade de utilizar as reservas nacionais de petróleo, considerando que a medida não adiantaria para moderar os preços da commodity.

Apontou que a demanda mundial diária é de 85 milhões de barris, enquanto a cada dia nos Estados Unidos são comprados até 68 mil barris para incrementar as reservas do país.

"Acho que convém a interesses nacionais dos EUA ter as reservas cheias, para o caso de uma interrupção da provisão de petróleo no mundo", completou.

Bush se mostrou disposto, por outro lado, a estudar a proposta defendida pelo candidato republicano à Casa Branca, John McCain, de estabelecer uma moratória nas taxas sobre as gasolinas durante o verão, temporada de maior consumo do produto.

"Estou aberto a analisar qualquer idéia que apareça", comentou, em relação à proposta de McCain, e que é apoiada também pela pré-candidata democrata à chefia de Estado Hillary Clinton.

Em seu discurso, Bush também aproveitou para pedir mais uma vez ao Congresso a ratificação do Tratado de Livre-Comércio (TLC) com a Colômbia. O acordo, segundo ele, também traria benefícios à economia americana.

O presidente também analisou a situação internacional, e assegurou que no Afeganistão progressos estão sendo alcançados, apesar de admitir que "a situação é difícil" no país asiático.

Com relação ao Oriente Médio, afirmou que mantém esperanças de chegar a um acordo com israelenses e palestinos antes do término de seu mandato na Casa Branca.

Fez alusão ainda às revelações divulgadas por seu Governo na semana passada dando conta de que instalações sírias destruídas por Israel eram uma usina nuclear construída com ajuda norte-coreana.

Bush explicou que optou pela divulgação dessa informação agora para enviar uma mensagem a Coréia do Norte, Irã e Síria contra qualquer tentativa de proliferação de tecnologia nuclear. EFE mv/fr

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