Bush afirma que quer fim pacífico para crise no Zimbábue

Washington, 16 jul (EFE) - O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, afirmou hoje que quer um fim pacífico para a crise política vivida no Zimbábue desde a realização, em 27 de junho, do segundo turno das eleições presidenciais.

EFE |

Bush se reuniu hoje com o presidente de Burkina Fasso, Blaise Compaoré, com o qual analisou, entre outros assuntos, a situação do Zimbábue.

"Preocupa-nos muito a situação dos cidadãos zimbabuanos e esperamos que se resolva em breve de maneira pacífica", afirmou o chefe de Estado americano, que reiterou a possibilidade de que o Governo americano aumentar as sanções bilaterais contra o regime do presidente Robert Mugabe.

Os EUA já anunciaram certas sanções econômicas e restrições de viagem contra Mugabe e outras 13 personalidades do regime, após esse vencer no segundo turno zimbabuano do mês passado.

Mugabe venceu sem oposição depois que o adversário do partido rival, Morgan Tsvangirai, se retirou do pleito perante a onda de violência política contra os partidários da legenda.

Tsvangirai tinha vencido o primeiro turno, em 29 de março, embora não pela margem suficiente para evitar o segundo turno.

Os EUA e o Reino Unido patrocinaram uma proposta de resolução perante o Conselho de Segurança da ONU para impor sanções ao Zimbábue, que não prosperou perante o veto da Rússia e da China.

"Disse ao presidente (Compaoré) que, enquanto isso, nosso Governo examina sanções além das que teria imposto o Conselho de Segurança", explicou hoje Bush.

Compaoré, favorável às sanções contra o Zimbábue, afirmou por sua vez que é necessário a implantação de maneira urgente "do verdadeiro estado de direito" no país. EFE mv/db

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