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Bush afirma que entende desejo de Israel de se defender

Washington, 5 jan (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, George W.

EFE |

Bush, defendeu hoje a entrada do Exército israelense na Faixa de Gaza ao afirmar que entende o "desejo de Israel de se defender" dos ataques do Hamas.

Em declarações à imprensa após se reunir com o vice-presidente do Governo de União Nacional do Sudão, Salva Kiir, Bush expressou seu apoio a um cessar-fogo, embora tenha insistido que um acordo que não impeça que este grupo radical palestino lance novos foguetes contra solo israelense estará condenado ao fracasso.

"Certamente gostaríamos que a violência tivesse fim, mas não sem que haja um acordo que impeça que se repitam" os ataques do Hamas, declarou Bush.

"Qualquer acordo ao qual se chegue deve estabelecer uma série de condições para que o Hamas não use a Faixa de Gaza como base para lançar foguetes", declarou o presidente em fim de mandato, que deixará a Casa Branca no próximo dia 20.

Segundo Bush, "ao invés de se preocupar com as condições de vida da população em Gaza, o Hamas optou por usar esta localidade para lançar foguetes com os quais mata israelenses inocentes. Por isto Israel decidiu que deseja proteger os seus".

A secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, conversou por telefone neste fim de semana com interlocutores de outros países sobre a situação em Gaza.

Entre outros, Rice falou com os ministros Relações Exteriores do Reino Unido, David Miliband, e da França, Bernard Kouchner, assim como com a responsável pela diplomacia israelense, Tzipi Livni, e com o primeiro-ministro libanês, Fouad Siniora.

O porta-voz do Departamento de Estado americano, Sean McCormack, explicou hoje que os EUA procuram um cessar-fogo "sustentável, durável e sem limite de tempo".

Entre os elementos que devem se incorporar a esta trégua, afirmou McCormack, têm que estar o fim dos lançamentos de foguetes e a abertura das passagens fronteiriças.

Os EUA impediram no último sábado a adoção no Conselho de Segurança da ONU de uma declaração na qual se pedia o cessar-fogo imediato em Gaza e no sul de Israel.

Washington argumentou então que a ação do Conselho não teria êxito, pois o Hamas continua lançando foguetes contra o sul de Israel.

A ofensiva que Israel lançou no dia 27 de dezembro causou a morte de pelo menos 530 palestinos e 2.600 feridos.

Enquanto isto, do lado israelense três civis e dois militares foram mortos e cerca de 50 acabaram feridos pelos foguetes disparados a partir de Gaza. EFE mv/fal

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