Bush admite que sua política no O. Médio não saiu como o previsto

Washington, 5 dez (EFE) - O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, analisa hoje sua política no Oriente Médio para admitir que os planos nem sempre saíram conforme o previsto, e cita como exemplo o conflito no Iraque, que dura mais tempo e foi mais caro que o pensado.

EFE |

Bush fará hoje um discurso no Centro Saban para Políticas para o Oriente Médio do Instituto Brookings, e a Casa Branca antecipou o texto.

O discurso, com um incomum tom introspectivo, traz uma análise do presidente, que deixará o poder em 20 de janeiro, sobre as conquistas e fracassos do legado na região.

Segundo Bush, "nosso objetivo foi ajudar uma região afligida a dar os primeiros passos, difíceis, na longa viagem rumo à liberdade, à prosperidade e à esperança".

"Nem todas as decisões que tomamos foram populares, mas a popularidade nunca foi nosso objetivo", destaca o presidente, que reconhece também que seus esforços "nem sempre saíram conforme o planejado e, em algumas áreas, ficamos bem longe do que esperávamos".

O líder americano admite que "a luta no Iraque foi mais longa e mais cara do que achamos" inicialmente.

No entanto, defende a decisão de ir à guerra, uma determinação que, segundo ele, "não pode ser vista isolada do contexto do 11 de Setembro", apesar de reconhecer que o então presidente iraquiano, Saddam Hussein, não teve relação com os atentados contra os Estados Unidos.

Segundo Bush, não era possível tolerar "um inimigo jurado que agia de modo beligerante, que apoiava o terrorismo e o qual os serviços secretos do mundo achavam que tinha armas de destruição em massa".

O presidente defende ainda a necessidade de ter mantido a presença militar no Iraque, apesar das pressões para uma retirada durante o auge da violência.

Ao listar o que não saiu como o previsto no Oriente Médio, Bush também cita a "resistência de regimes acomodados de abrir seus sistemas políticos", o que considera "decepcionante".

Além disso, incluiu os "contratempos" no processo de paz entre israelenses e palestinos, como a doença do então primeiro-ministro israelense Ariel Sharon, a vitória do Hamas nas eleições palestinas e a tomada do controle de Gaza por parte desse grupo radical.

Entre o que considera conquistas da política do mandato, enumera a renúncia da Líbia a seguir com seu programa de armamento de destruição em massa, a pressão internacional contra as atividades atômicas iranianas e o fracasso da rede Al Qaeda em controlar os países.

Também ressalta que, "pela primeira vez em quase três décadas, o povo do Líbano está livre da ocupação militar síria". EFE mv/db

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