Bush admite que pacote vai demorar a ter impacto

O presidente americano, George W. Bush, fez um novo pronunciamento nesta sexta-feira para procurar acalmar os investidores e os contribuintes americanos, temerosos quanto à eficiência do pacote de US$ 700 bilhões aprovado pelo governo dos Estados Unidos para ajudar os mercados há duas semanas.

BBC Brasil |

Segundo o correspondente da BBC em Washington Kevin Connolly, as bolsas permaneceram instáveis desde a aprovação do plano, e Bush está tentando convencer os americanos que o pacote vai funcionar.

"As ações vão demorar mais tempo para ter seu impacto completo", disse o presidente. "Demorou um pouco para o sistema de crédito congelar, e vai demorar um pouco para o sistema de crédito descongelar."
Bush também disse que continuará a trabalhar com líderes europeus em um esforço coordenado para conter a instabilidade nos mercados.

No fim de semana, o presidente americano receberá em Camp David o presidente da França e da União Européia, Nicolas Sarkozy, e o presidente da Comissão Européia, José Manuel Durão Barroso.

"Nossos parceiros europeus estão adotando medidas corajosas, que mostraram ao mundo que estamos determinados a superar este desafio juntos, e têm o apoio integral dos Estados Unidos", afirmou Bush.

Bolsas
Ao final de uma das semanais mais voláteis da história nas bolsas de valores, os principais índices de Walt Street oscilavam entre altas e baixas nesta sexta-feira, após a divulgação de um novo dado negativo sobre o desempenho da economia americana.

O governo americano divulgou dados que confirmam uma queda maior do que a esperada na construção de novas casas no país. Segundo o Departamento de Comércio, a construção caiu 6,3% em setembro.

Pela manhã, tanto a bolsa de Nova York como a bolsa eletrônica Nasdaq registraram altas moderadas, mas, no início da tarde, reverteram a tendência e operavam no negativo.

Apenas nesta semana, o índice Dow Jones, da bolsa de Nova York, fechou com variação positiva de 11,08% na segunda-feira, teve desvalorização de 0,82% na terça, recuou 7,87% na quarta-feira e se recuperou na quinta-feira com alta de 4,68%.

A variação indica que os investidores permanecem inseguros quanto aos efeitos das medidas anunciadas nos Estados Unidos e na Europa para conter a crise financeira global, mas representa uma melhoria em relação à semana passada, quando Wall Street registrou perdas maiores e os investidores perderam bilhões de dólares.

Na Europa, em pregões também instáveis, com flutuações ao longo da manhã, as principais bolsas encerraram a sexta-feira com altas.

Em Londres, o FTSE avançou 5,22%; em Paris, o Cac teve ganhos de 4,68%, e o Dax, de Frankfurt, fechou em alta de 3,43%.

Antes, na Ásia, o índice Nikkei, de Tóquio, fechou em alta de 2,8% - após uma queda de mais de 11% na quinta-feira. O Hang Seng, de Hong Kong, caiu 4,44%, indo para 14.554,21 pontos, o menor nível em quase três anos.

Petróleo
Depois de cair para menos de US$ 70 pela primeira vez em 14 meses na quinta-feira, o preço do barril de petróleo voltou a subir em Nova York.

A alta para cerca de US$ 72 (às 11h, no horário de Brasília) ocorreu em meio à expectativa de que a Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) anuncie um corte na produção em uma reunião que será realizada daqui a uma semana.

O barril no mercado nova-iorquino havia fechado em US$ 69,85 na quinta-feira e US$ 74,54 no dia anterior.

Há um mês, o barril era negociado a US$ 91,15.

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