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Bush acusa Rússia de ameaçar e intimidar a Geórgia

O presidente americano, George W. Bush, acusou nesta sexta-feira a Rússia de ameaçar e intimidar a Geórgia.

BBC Brasil |

Em um novo sinal de apoio ao presidente georgiano, Mikhail Saakashvili, Bush pediu à Rússia que honre com a promessa de retirar suas tropas do país vizinho.

"Ameaças e intimidações não são maneiras aceitáveis de se conduzir política externa no século 21", disse o presidente americano durante um pronunciamento na Casa Branca.

"Só a Rússia poderá dizer se agora vai retomar o caminho dos países responsáveis ou seguir uma política que promete apenas confrontação e isolamento."
O presidente americano ainda disse que está em contato permanente com a secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, que chegou nesta sexta-feira à capital da Geórgia para tentar buscar uma solução para o conflito do país com a Rússia, iniciado há uma semana.

Na Geórgia, Rice deve reafirmar o apoio dos Estados Unidos ao país e tentar convencer Saakashvili a assinar um acordo de cessar-fogo intermediado na terça-feira por Nicolas Sarkozy - presidente da França, país que ocupa a Presidência rotativa da União Européia.

Antes de seguir para a Geórgia, a secretária de Estado americana esteve em Paris e disse que seu objetivo imediato é a retirada das tropas russas da Geórgia. Ela não tem planos de ir a Moscou.

Rússia e Geórgia concordaram com os termos do acordo de cessar-fogo, mas Saakashvili se recusou a assiná-lo, pedindo mais detalhes.

Detalhes do acordo
O acordo prevê que as tropas russas e georgianas retornem às suas posições originais de antes do início do conflito, mas a Geórgia acusa os russos de violar o acordo ao manter militares em território georgiano, fora das regiões da Ossétia do Sul e Abecásia.

Os russos continuam controlando a cidade estratégica de Gori, fora da Ossétia do Sul e a 70 km da capital georgiana, Tbilisi, depois que uma tentativa de patrulhamento conjunto com a polícia georgiana fracassou.

Os russos dizem que já começaram a devolver o controle de Gori à polícia da Geórgia, mas insistem que a permanência das suas tropas na cidade é necessária para manter a lei e a ordem.

Autoridades da Geórgia se dirigiram a Gori nesta sexta-feira para negociar com os russos a entrega da cidade, que serviu de base para o ataque georgiano contra a Ossétia do Sul.

A cidade foi tomada pelos soldados russos depois que eles que revidaram a incursão das tropas da Geórgia contra a região separatista.

Rússia como ''alvo''
Durante uma reunião nesta sexta-feira com a chanceler alemã, Angela Merkel, o presidente russo, Dmitry Medvedev, ressaltou que "apenas a Rússia pode garantir os interesses e vidas dos que vivem nas regiões separatistas da Ossétia do Sul e Abecásia".

O presidente russo ainda disse que não pretende abalar suas relações com outros países, mas que a Rússia precisa cumprir com seu mandato de paz nas regiões separatistas.

Merkel, que esteve reunida com Medvedev no resort russo de Sochi, no Mar Negro, qualificou as ações da Rússia de "desproporcionais".

O líder russo também criticou a assinatura de um acordo, na quinta-feira, entre os Estados Unidos e a Polônia, que prevê a instalação de um sistema de escudo antimísseis em território polonês.

Para o presidente russo, o plano "tem a Rússia como alvo".

Analistas dizem que as autoridades russas estão furiosas com o acordo. O general russo Anatoly Nogovitsyn disse à agência russa Interfax que a decisão polonesa "está expondo o país a um ataque".

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