Bush abordará programa nuclear da Coréia do Norte durante cúpula do G8

Macarena Vidal Toyako (Japão), 5 jul (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, George W.

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Bush, parte hoje ao Japão para participar da cúpula do Grupo dos Oito (G8, os sete países mais industrializados e a Rússia) e, à margem, aproveitar diversas reuniões bilaterais para abordar assuntos como o programa nuclear norte-coreano.

Bush parte hoje da capital americana às 13h15 de Washington (14h15 de Brasília) e deve chegar, devido à diferença de horário, às 14h20 de domingo em Tóquio (2h20 de Brasília) à ilha japonesa de Hokkaido para a cúpula do G8, que terá na mudança climática e nos altos preços do petróleo seus principais assuntos.

Assim que chegar, Bush se reunirá com o primeiro-ministro do Japão, Yasuo Fukuda, com quem analisará os próximos passos depois de, na semana passada, o Governo da Coréia do Norte entregar às autoridades chinesas a esperada declaração sobre suas atividades e instalações nucleares.

O Japão, assim como os EUA, as duas Coréias, Rússia e China, participa das conversas multilaterais para convencer Pyongyang a renunciar a seu programa de armamento atômico, em troca de incentivos econômicos e diplomáticos.

A apresentação da declaração norte-coreana abre a possibilidade de essas conversas serem retomadas, já que estão estagnadas até agora, à espera de algum movimento da Coréia do Norte nesse sentido.

Imediatamente depois da iniciativa de Pyongyang, os EUA anunciaram a suspensão de algumas sanções comerciais contra o regime norte-coreano e a retirada, em 45 dias, da Coréia do Norte da lista de países que patrocinam o terrorismo.

A atitude americana gerou críticas tanto nos EUA quanto no Japão, por considerar que foi feita uma concessão enorme em troca de muito pouco por parte de Pyongyang.

Antes de viajar, Bush disse em entrevista coletiva que a "Coréia do Norte continua sendo um dos países mais sancionados do mundo".

Se o líder norte-coreano, Kim Jong-il, optar por não seguir adiante ou sua declaração estiver incompleta - principalmente no que diz respeito ao volume de urânio - "a situação será confirmada e continuará como um país muito sancionado (...), e outros países nas conversas, não só os EUA e o Japão, tomarão novas medidas", disse Bush.

O presidente americano também abordará com Fukuda um assunto de especial preocupação para os japoneses, a questão dos cidadãos seqüestrados pela Coréia do Norte na década de 70.

Tóquio teme que Washington deixe de lado o assunto do paradeiro desses reféns, assim que Pyongyang apresentar sua declaração nuclear. Bush pretende garantir a Fukuda que isso não acontecerá.

Fukuda e Bush também conversarão sobre assuntos como a redução do número de tropas americanas nas bases que os EUA mantêm no Japão.

Após a reunião oficial e uma entrevista coletiva, Fukuda e Bush comemorarão em um jantar com suas respectivas mulheres o aniversário do presidente americano, que amanhã completará 62 anos.

O programa nuclear norte-coreano também estará na reunião bilateral que Bush realizará na segunda-feira com o presidente da Rússia, Dmitri Medvedev.

Será a primeira vez que os dois se encontrarão desde a chegada de Medvedev ao poder, em maio, mas os dois já tinham se encontrado em Sochi (Rússia) em abril, junto com o então presidente russo, Vladimir Putin.

A reunião servirá para os dois presidentes se conhecer e estabelecer como será a relação entre a Casa Branca e o Kremlin.

Bush também possui reuniões bilaterais previstas com a chanceler da Alemanha, Angela Merkel - com quem conversará, entre outros assuntos, sobre o programa nuclear iraniano -, e com os presidentes da China, Hu Jintao, e da Coréia do Sul, Lee Myung-bak.

Com Hu e Lee, Bush tratará particularmente do programa nuclear norte-coreano e preparará sua visita à China e à Coréia do Sul em agosto. Também conversará com Hu sobre os direitos humanos na China, afirmou a Casa Branca.

Bush se encontrará com o primeiro-ministro da Índia, Manmohan Singh, e é possível que tenha uma reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, com quem compartilha o interesse pelo desenvolvimento de novas tecnologias energéticas. EFE mv/wr/an

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