Bush aborda situação da Geórgia em conversa telefônica com Medvedev

Washington, 12 mai (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, George W.

EFE |

Bush, abordou hoje a situação na Geórgia com o novo chefe de Estado russo, Dimitri Medvedev, a quem telefonou para dar parabéns por sua posse, informou a Casa Branca.

Segundo a porta-voz presidencial Dana Perino, Bush também ligou para Vladimir Putin, antecessor de Medvedev na Presidência russa e novo primeiro-ministro do país, para lhe desejar boa sorte em seu novo cargo.

"Durante a conversa com Medvedev, foi sublinhada a importância da relação entre Estados Unidos e Rússia, e a intenção de colaboração entre ambas as partes", explicou Perino.

"Bush expressou sua preocupação quanto à situação na Geórgia, e expressou sua esperança de que todas as partes tentem reduzir as tensões", acrescentou a porta-voz.

Os dois líderes falaram também sobre o acordo de cooperação em matéria de energia nuclear civil firmado na semana passada, em Moscou.

Tanto Medvedev quanto Putin felicitaram Bush pelo casamento, no sábado passado, de sua filha Jenna.

Os Estados Unidos vêm realizando reiterados pedidos de calma à antiga república soviética da Geórgia, e deseja que todas as partes colaborem para resolver de maneira pacífica as disputas na região separatista da Abkházia.

A Rússia reforçou sua presença militar na província separatista georgiana, onde suas autoridades garantem que derrubaram até sete aviões espiões não tripulados da Geórgia, afirmação não confirmada pelo Governo de Tbilisi.

A Rússia acusa a Geórgia de violar, com as incursões de seus aviões, as resoluções do Conselho de Segurança da ONU sobre o mandato da missão de observação das Nações Unidas na Geórgia.

Recentemente, o presidente georgiano, Mikhail Saakashvili, se mostrou disposto a assinar com as separatistas Abkházia e Ossétia do Sul novos acordos de não agressão, caso seja modificado o atual formato das forças de interposição entre ambos os territórios.

A Abkházia, que rompeu laços com a Geórgia após violentos conflitos nos quais contou com a ajuda de Moscou, pediu ao Kremlin e à comunidade internacional que reconheçam sua independência. EFE mv/gs

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