Buscas pelas caixas-pretas do avião da Air France continuarão

Paris, 31 ago (EFE).- As buscas pelas caixas-pretas do avião da Air France que se acidentou em 1º de junho, quando fazia o trajeto entre Rio de Janeiro e Paris, com 228 pessoas a bordo, continuará durante este semestre.

EFE |

Essa informação foi dada hoje à imprensa pelo diretor do Escritório de Investigações e Análise (BEA, em francês), Paul-Lois Arslanian, que disse que, primeiro, será definido "onde buscar prioritariamente e como otimizar as buscas", e para isso se tentará obter a ajuda de outros países para uma "dimensão internacional".

"Por enquanto, não podemos explicar o acidente", já que a informação registrada pelas caixas-pretas é essencial para esclarecer as causas, acrescentou Arslanian, em discurso na associação de jornalistas aeronáuticos.

Retomar a busca poderia ter um custo de "mais de 10 milhões de euros" e chegar, inclusive, a "várias dezenas de milhões de euros", acrescentou o responsável da BEA, quantia que poderia ser, em parte, oferecida pelo construtor aeronáutico europeu Airbus, fabricante do avião acidentado.

O presidente da Airbus, Thomas Enders, declarou, em entrevista publicada no mês de julho no jornal "La Tribune", que o construtor aeronáutico estaria disposto a contribuir para a extensão dos trabalhos de busca, "oferecendo uma contribuição importante" na terceira fase, a atual.

O jornal fixava essa quantia entre 12 milhões e 20 milhões de euros (entre US$ 17 milhões e US$ 28 milhões) para um período de três meses.

No entanto, em 20 de agosto e após ter dado por concluída a busca acústica pelas caixas-pretas, a BEA afirmou que os equipamentos não seriam mais procurados.

Anunciou então que reuniria "uma equipe internacional de investigadores e de especialistas para analisar os dados recolhidos" até o momento.

Os investigadores tentavam localizar os aparelhos, do tamanho de uma caixa de sapatos, em uma área de cerca de 17 mil quilômetros quadrados e mais de 3 mil metros de profundidade, cujo relevo submarino é bastante acidentado.

Os trabalhos se concentraram em uma zona de raio de 75 quilômetros, com eixo no ponto em que o avião enviou sua última mensagem de posicionamento, e terminaram em 20 de agosto. EFE jaf/an

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