Busca de vítimas do avião continua sem novos resultados

Rio de Janeiro, 10 jun (EFE).- A Marinha e a Aeronáutica informaram hoje que a busca de vítimas do acidente com o avião da Air France continua no Atlântico, mas sem novos resultados, e anteciparam que pode haver dificuldades nos trabalhos nas próximas horas, devido ao mau tempo.

EFE |

Segundo um comunicado divulgado hoje pela Aeronáutica e pela Marinha, além dos 16 cadáveres que chegaram ontem ao aeroporto de Fernando de Noronha, outros 25 retirados do mar devem chegar amanhã ao mesmo lugar.

No total, foram resgatados 41 cadáveres de 228 ocupantes do Airbus, e, entre a noite da terça-feira e a manhã de hoje, não foram encontradas novas vítimas.

Os responsáveis pelas buscas temem que os trabalhos possam se tornar mais difíceis nos próximos dias, diante da previsão de mau tempo na região em que o avião poderia ter caído, localizada cerca de 440 quilômetros ao nordeste de São Pedro e São Paulo, rochedos desabitados que ficam a 704 quilômetros de Fernando de Noronha.

"A meteorologia indica que o tempo e a visibilidade devem piorar no lugar das buscas, a cerca de 1,35 mil quilômetros de Recife, mas, neste momento, não comprometem as atividades de busca e de resgate", segundo o comunicado lido pelo diretor do Departamento de Controle do Espaço Aéreo da Aeronáutica, brigadeiro Ramón Borges Cardoso.

Em uma breve entrevista coletiva que os porta-vozes militares deram hoje em Recife, não houve nenhuma informação adicional sobre as operações em alto-mar ou o processo de identificação dos cadáveres.

Após as análises iniciais feitas ontem em Fernando de Noronha, os primeiros 16 corpos resgatados serão transferidos hoje de avião a Recife, em onde fica o comando das operações de busca e onde foi montada uma força operacional especial com médicos legistas, peritos e especialistas em papiloscopia para os trabalhos de identificação.

A Aeronáutica prevê que esses cadáveres chegarão à Base Aérea de Recife por volta das 15h de hoje.

Os outros 25 cadáveres resgatados estão na fragata "Bosísio", que navega para Fernando de Noronha, aonde deve chegar na quinta-feira.

Segundo um comunicado da Polícia Federal, a equipe que trabalha em Fernando de Noronha é formada por três peritos federais, um papiloscopista, um médico legista e um auxiliar de autópsia.

Esta equipe faz a "inspeção visual, a coleta de material genético, a coleta de impressões digitais e a catalogação dos corpos, roupas e objetos resgatados junto a cada vítima".

A busca conta com a participação de 570 militares da Marinha, 265 da Aeronáutica e 14 aeronaves - 12 brasileiras e duas francesas -, assim como cinco navios brasileiros e a fragata francesa "Ventôse".

A França reforçará a busca com outros cinco navios, entre eles o submarino nuclear "Émeraude", que deve chegar à área nesta quarta-feira, assim como com o navio de pesquisas "Pourquoi Pas", o navio anfíbio "Mistral" e os rebocadores "Fairmount Expedition" e "Fairmount Glacier", que carregam 40 toneladas de equipamentos.

O submarino nuclear se encarregará, basicamente, de rastrear as profundezas do Atlântico em busca da caixa-preta do aparelho acidentado, que, segundo especialistas, pode estar a mais de 3 mil metros abaixo do nível do mar.

"Não temos detalhes sobre o movimento do submarino francês", admitiu hoje o capitão Giucemar Tabosa, porta-voz da Marinha, ao ser perguntado sobre se a embarcação já tinha chegado à área. EFE cm/an

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