Burundi diz ter matado 50 rebeldes em confrontos

Por Patrick Nduwimana BUJUMBURA (Reuters) - O Exército do Burundi disse na quinta-feira ter matado 50 homens da última guerrilha do país centro-africano, durante combates nos arredores de Bujumbura, a capital.

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O ataque ocorre pouco mais de 24 horas depois de líderes das Forças pela Libertação Nacional (FLN, ligada à etnia hutu) anunciarem sua volta do exílio para implementarem um acordo de paz neste pequeno país cafeicultor.

'As Forças pela Libertação Nacional emboscaram nossas tropas em patrulha, o Exército então entrou em pesado combate com os insurgentes [...], e dois soldados também foram mortos', disse um porta-voz militar, o coronel Adolphe Manirakiza.

De acordo com ele, houve também quatro soldados feridos, 31 rebeldes detidos e muitas armas apreendidas.

As FLN disseram que o Exército começou a luta. 'É realmente lamentável, no momento em que já estávamos prontos para voltar ao Burundi para continuar as negociações com o governo, que o Exército tenha decidido intensificar os ataques contra as nossas posições', disse Pasteur Habimana, porta-voz do grupo em Dar es Salaam, na vizinha Tanzânia.

'Isso prova que o governo e seu Exército escolheram a opção da guerra ao invés das negociações de paz', acrescentou.

O combate de quarta-feira à noite ocorreu em Kabezi, reduto das FLN 20 quilômetros ao sul de Bujumbura. Desde a retomada da violência, em abril, já são 103 mortos.

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