Buraco negro pode dar origem a estrelas, diz pesquisa

Astrônomos escoceses criaram uma simulação de computador que explica como buracos negros supermaciços, como o existente no centro da Via Láctea, podem promover o nascimento de estrelas próximas. A descoberta, publicada na edição mais recente da revista científica Science, representa um novo cenário possível para explicar a formação de estrelas e pode ajudar os astrônomos a determinar como as estrelas surgiram na fase inicial do universo.

BBC Brasil |

A concepção dos buracos negros é de que eles destróem tudo em seu caminho, incluindo o tempo, o espaço e a matéria.

Estrelas conseguiriam escapar da destruição se suas órbitas as mantivessem longe o suficiente.

Porém, algumas estrelas não apenas orbitam extremamente perto de um buraco negro supermaciço, mas também parecem ter se formado na região.

Simulação
Com a ajuda de um modelo de computador desenvolvido pelos astrofísicos Ian Bonnel, da Universidade de St. Andrews, em Fife, e Kenneth Rice, da Universidade de Edimburgo, o processo de formação pôde ser observado.

A simulação acompanhou duas nuvens de hidrogênio molecular hipotéticas - o material básico de construção estelar - se movendo a cerca de um ano-luz de um imenso buraco negro supermaciço, parecido com o existente no centro da Via Láctea.

Os pesquisadores disseram à Science que quando as nuvens caíram no buraco negro, a gravidade do buraco abalou mas não destruiu sua pesada estrutura.

No final, as nuvens se achataram e se fundiram em um disco que seguiu uma órbita elíptica.

Durante o achatamento, cerca de 200 estrelas foram iniciadas, em algumas centenas de milhares de anos.

Os resultados combinam com as duas propriedades básicas das estrelas jovens do centro de nossa galáxia: sua grande massa e suas órbitas excêntricas ao redor do buraco negro supermaciço.

"O tempo de vida relativamente curto de (cerca de) 10 milhões de anos das estrelas atualmente presentes ao redor do buraco negro supermaciço da galáxia sugere que este processo deve ser repetitivo", afirmou o professor Bonnell.

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