Bundestag debate os orçamentos mais deficitários da história da Alemanha

Berlim, 19 jan (EFE).- O Bundestag (Parlamento alemão) começa a debater hoje os orçamentos públicos de 2010 que preveem um déficit de 86 bilhões de euros, o maior da história da República Federal da Alemanha.

EFE |

Esse montante não inclui, porém, as dívidas relacionadas ao segundo pacote de apoio à conjuntura e o fundo de resgate para os bancos ameaçados pela crise financeira, o que pode elevar o déficit a 100 bilhões de euros.

Pelo segundo ano consecutivo, a Alemanha não cumprirá o limite de 3% do Produto Interno Bruto (PIB) estabelecido pelo Pacto de Estabilidade.

Esse número multiplica por dez o déficit de 2008, ano em que explodiu a crise financeira internacional, e é duas vezes superior a do déficit de 2009.

Conforme os planos do ministro das Finanças, Wolfgang Schäuble, os gastos públicos chegarão aos 325 bilhões de euros.

Amanhã será o dia decisivo no Bundestag. Os líderes de todos os grupos parlamentares discursarão em uma sessão que a oposição normalmente aproveita para acertar as contas com o Governo.

O alto déficit se deve em boa parte à crise financeira e às medidas para combatê-la.

"O orçamento para 2010 que debatemos hoje em primeira leitura está marcado pelas convulsões da crise econômica e financeira que sacudiu todo o mundo", disse hoje Schäuble ao começar o debate.

Schäuble destacou a queda de 5% do PIB alemão em 2009 como consequência da crise.

"Em um momento em que a economia ameaçava deixar de funcionar, o Estado tinha de reagir para voltar a criar confiança", disse o ministro.

A partir de 2011, o Governo deverá voltar ao caminho da consolidação orçamentária, ao que está obrigado devido à necessidade de completar com o Tratado de Maastrich e com as exigências da própria Constituição alemã.

Schäuble advertiu em várias ocasiões que os recursos da política financeira não serão suficientes para conseguir cumprir a partir de 2011 as exigências da consolidação e deixou entrever que virão duros cortes em todos os setores, sem entrar em detalhes. EFE rz/dm

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG