Buenos Aires terá plano de habitação para frear ocupações ilegais

Confrontos entre moradores da capital e sem-teto deixaram três imigrantes mortos, sendo dois bolivianos e um paraguaio

EFE |

Os governos federal da Argentina e de Buenos Aires chegaram a um acordo para financiar conjuntamente um plano de habitação na capital do país para pessoas de baixa renda, em uma tentativa de frear a onda de ocupação de locais públicos e privados que começou há uma semana. 

O anúncio do acordo foi feito pelo chefe do gabinete argentino, Aníbal Fernández, e pelo seu colega da capital, Horacio Rodríguez Larreta, após uma reunião de mais de duas horas entre os dois e ministros das duas administrações. 

AFP
Argentinos protestam contra Macri, a quem acusam de ser responsável pelas mortes no Parque Indoamericano (11/12/2010)
Fernández e Larreta advertiram que não terão acesso ao plano de habitação "com créditos brandos" os que ocuparem terrenos públicos e privados, tanto em Buenos Aires como no resto do país. Ele explicou ainda que "a cada peso que a cidade investir, o Estado nacional colocará outro", e aqueles que quiserem ter acesso à iniciativa deverão ter pelo menos dois anos de residência na cidade. 

Larreta, por sua vez, indicou que a prioridade de acesso ao projeto será dos mais necessitados e precisou que o plano contemplará também a urbanização dos bairros com grande incidência de favelas. 

Confrontos

O acordo foi anunciado após vários dias de acusações cruzadas entre as duas administrações, e uma semana depois de violentos enfrentamentos entre a polícia e pessoas que ocuparam ilegalmente o Parque Indoamericano. Os confrontos deixaram ao menos três mortos, sendo dois bolivianos e um paraguaio. 

Na terça-feira, o governo de Buenos Aires declarou emergência sanitária no parque de 130 hectares, no qual 13 mil ocupantes, entre argentino, bolivianos, paraguaios e peruanos, convivem de forma precária. 

Nos últimos dias, pelo menos seis prédios foram ocupados por centenas de pessoas que reivindicam imóveis, tanto na capital do país como em sua periferia.

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