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Bruni diz que opiniões do papa sobre preservativos são prejudiciais

Paris, 20 mai (EFE).- A primeira-dama da França, Carla Bruni-Sarkozy, chamou de prejudiciais as declarações que o papa Bento XVI fez em março deste ano na África sobre a rejeição da Igreja Católica ao uso do preservativo na luta contra a aids.

EFE |

"Na África, frequentemente, é a Igreja quem cuida das pessoas doentes. É assombroso ver a diferença entre a teoria e a prática", comentou Bruni-Sarkozy em entrevista concedida a cinco leitoras da revista "Femme Actuelle".

A primeira-dama francesa reconheceu que as declarações de pontífice foram "distorcidas pela imprensa", mas as considerou "danosas".

Se dizendo "profundamente laica", embora tenha tido formação católica, a esposa do presidente da França, Nicolas Sarkozy, opinou que "a Igreja deveria evoluir neste aspecto".

No dia 17 de março, Bento XVI disse a caminho de sua primeira visita à África que a aids não deveria ser combatida apenas com dinheiro, nem com a distribuição de preservativos, método que, em sua opinião, aumenta o problema.

O Governo francês, por sua parte, expressou no dia seguinte das declarações sua grande inquietação com a mensagem do pontífice e afirmou que este tipo de atitude põe em risco as políticas de saúde pública. EFE inmg/bba

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