Brown vai depor em comissão sobre guerra do Iraque antes de eleições

Londres, 22 jan (EFE).- O primeiro-ministro do Reino Unido, Gordon Brown, comparecerá diante da comissão que investiga as circunstâncias da guerra do Iraque antes das próximas eleições gerais, previstas para 6 de maio, confirmou hoje o responsável pela investigação, John Chilcot.

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Em uma breve declaração, Chilcot informa que Brown o entregou uma carta na qual se oferece para depor como testemunha em fevereiro ou março, apesar de não haver ainda uma data concreta.

A notícia foi recebida com satisfação pelos dois partidos da oposição, conservadores e liberal-democratas.

Segundo a rede de televisão "BBC", ainda não se sabe se a iniciativa de prestar depoimento antes das eleições partiu de Brown ou de Chilcot.

O líder liberal-democrata, Nick Clegg, comemorou a notícia e disse que era "justo" que Brown explicasse seu papel na guerra do Iraque antes de se submeter ao veredicto das urnas.

"É sabido que o atual primeiro-ministro foi peça-chave na decisão britânica de invadir o Iraque", disse Clegg, dirigente do único partido parlamentar do Reino Unido que se opôs à guerra no país árabe.

Já o porta-voz de Assuntos Exteriores do Partido Conservador, William Hague, disse que a comissão e o público britânico deveriam ouvir os testemunhos de todos os envolvidos e acrescentou que Brown, que foi ministro das Finanças durante a guerra do Iraque, tinha perguntas a responder.

O antecessor de Brown na chefia do Governo do Reino Unido, Tony Blair, principal responsável pela decisão, foi convocado a depor na próxima sexta-feira.

Ontem, o então ministro de Assuntos Exteriores e hoje titular da pasta de Justiça, Jack Straw, admitiu que foi "um erro" afirmar, como fez o Governo do Reino Unido, que o ex-líder iraquiano Saddam Hussein poderia lançar um ataque com armas químicas em 45 minutos, uma das justificativas usadas para atacar o país árabe.

Straw declarou à comissão que a decisão de declarar guerra ao Iraque junto com os Estados Unidos foi "a mais difícil" de sua vida e admitiu que, caso ele tivesse se oposto, seguramente o Reino Unido não participaria da ofensiva. EFE jr-vg/bba

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