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Brown se recusa a declarar o Tratado de Lisboa como morto

Londres, 18 jun (EFE).- O primeiro-ministro do Reino Unido, Gordon Brown, rejeitou hoje no Parlamento o pedido da oposição conservadora para que declare morto o Tratado de Lisboa, após a rejeição dos irlandeses a este texto da União Européia (UE).

EFE |

Na sessão semanal de perguntas ao primeiro-ministro na Câmara dos Comuns, Brown disse que o Governo de Dublin solicitou mais tempo para analisar como responderá ao "não" dos eleitores da República da Irlanda no plebiscito realizado em 12 de junho.

"Assim como respeitamos os irlandeses, deveríamos respeitar outros países" que realizam o processo de ratificação, disse o chefe do Governo britânico.

"E talvez deveríamos também respeitar a Câmara, que também votou pela ratificação do tratado", respondeu Brown, diante da insistência do líder conservador, David Cameron, para que o Governo trabalhista declare que o tratado está "morto".

"Se quer mostrar que o Partido Conservador mudou realmente, por que não muda a posição e apóia a UE?", perguntou.

"Nós estamos a favor da Europa, e vamos trabalhar por uma UE que ajude o Reino Unido", acrescentou.

Ainda hoje, Câmara dos Lordes (alta) realizará a terceira e última leitura do Tratado de Lisboa, antes que seja sancionado pela rainha Elizabeth II.

O Partido Conservador tinha pedido, antes do "não" irlandês, que fosse convocado um plebiscito no Reino Unido sobre o Tratado de Lisboa, mas, com a rejeição da Irlanda, os "tories" estão a favor de que o Reino Unido não ratifique o texto.

O Governo trabalhista defendeu o tempo todo que não convocaria um plebiscito, por considerar que o Tratado de Lisboa é um texto diferente da Constituição Européia, rejeitada pelos eleitores franceses e holandeses em diferentes consultas. EFE vg/an

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