Brown se oferece para negociar novo Governo com Clegg

Londres, 7 mai (EFE)- O primeiro-ministro do Reino Unido, o trabalhista Gordon Brown, se ofereceu hoje para negociar com Nick Clegg a formação de um novo Governo, caso eventuais conversas do liberal-democrata com o conservador David Cameron, vencedor das eleições, não tenham sucesso. Em declaração em Downing Street (residência oficial), Brown, que disse falar como chefe de Governo e não como dirigente de partido, reconheceu que o líder da terceira força política do Reino Unido tem o direito de conversar primeiro com o vencedor das eleições.

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Londres, 7 mai (EFE)- O primeiro-ministro do Reino Unido, o trabalhista Gordon Brown, se ofereceu hoje para negociar com Nick Clegg a formação de um novo Governo, caso eventuais conversas do liberal-democrata com o conservador David Cameron, vencedor das eleições, não tenham sucesso. Em declaração em Downing Street (residência oficial), Brown, que disse falar como chefe de Governo e não como dirigente de partido, reconheceu que o líder da terceira força política do Reino Unido tem o direito de conversar primeiro com o vencedor das eleições. Em uma oferta tentadora para o Partido Liberal-Democrata, que teve um resultado eleitoral muito abaixo das expectativas, o primeiro-ministro apontou duas áreas em que poderia haver acordo: a gestão econômica da crise e a reforma do sistema eleitoral, como quer Clegg. Como primeiro-ministro, Brown tem a obrigação constitucional de assegurar a formação de um Governo estável e, embora seu partido não tenha vencido as eleições, tem a prerrogativa de tentar formar uma Administração com o apoio de outras legendas. "Vivemos em uma democracia parlamentar. O resultado é o que quis o eleitorado e é nossa responsabilidade agora fazer com que funcione pelo bem do país", declarou. Segundo ele, a falta de uma maioria clara é um panorama "desconhecido para esta geração de políticos", e os resultados das eleições "não são normais", já que diferem do sólido bipartidarismo tradicional do Reino Unido. Brown disse que a pergunta a ser feita pelos partidos é se realmente são capazes de estabelecer uma maioria parlamentar. Com 638 de 650 cadeiras definidas, o Partido Conservador, dono de 301, já se confirma como vencedor, mas sem maioria absoluta. Os trabalhistas têm 255 e os liberal-democratas, 55. EFE jm/rr

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