Brown se compromete com Lula e Obama a manter empregos

São Paulo, 26 mar (EFE).- O primeiro-ministro do Reino Unido, Gordon Brown, afirmou hoje em São Paulo que se comprometeu com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o governante dos Estados Unidos, Barack Obama, a ajudar o povo a manter seus empregos no meio da crise mundial.

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"Conversei com o presidente Obama e com o presidente Lula e estamos determinados a ajudar o povo, as pessoas, a manter seus empregos", ressaltou Brown em São Paulo, onde encerrou uma visita de um dia ao Brasil.

Nesse sentido, destacou que na Cúpula do Grupo dos Vinte (G20, que reúne os países e principais emergentes), que será realizada no dia 2 de abril em Londres, as potências "estão dispostas a trabalhar juntas".

"A prioridade é uma agenda global. Lula tem uma agenda definida, mas ele quer trabalhar com o resto do mundo. A reunião não tem como fracassar quando as maiores 20 economias do mundo se reúnem querendo um mesmo objetivo", ressaltou o líder britânico.

Brown visitou hoje o Brasil, onde primeiro se encontrou com Lula em Brasília e depois viajou para São Paulo para conhecer o Museu do Futebol e participar de um evento na Fundação Armando Álvares Penteado (FAAP).

Durante a palestra para universitários, Brown destacou o "momento" vivido pelo Brasil e seu papel nas decisões globais como a décima maior economia do mundo.

"É justo que o Brasil esteja nas conversas futuras de consenso global. Temos que equilibrar a economia", afirmou o premiê, em alusão à cúpula do G20, da qual será anfitrião.

Brown criticou ainda a posição do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Mundial (BM) frente à crise.

"Temos que tratar as coisas com mais transparência, ser mais abertos às mudanças. O G20 será visto como um estímulo fiscal, um novo internacionalismo para ajudar as famílias que perderam o emprego e estão em uma tempestade que não provocaram", declarou.

O secretário (ministro) de Estado para Negócios, Empresas e Reforma Regulatória, Peter Mandelson, que acompanhou Brown na visita ao Brasil, afirmou no mesmo ato que, em "termos de governabilidade global, já acabou" a era do Grupo dos Oito (G8, que reúne as oito principais economias do mundo).

"A cúpula de Londres marca o início de uma nova forma de decidir as coisas no mundo", acrescentou Mandelson. EFE wgm/db

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