Brown rejeita pedido da oposição para convocar eleições gerais

LONDRES - O primeiro-ministro do Reino Unido, Gordon Brown, rejeitou hoje o pedido do líder da oposição conservadora, David Cameron, para a convocação de eleições gerais.

Redação com agências internacionais |

A rejeição de Brown aconteceu na sessão semanal de perguntas ao primeiro-ministro na Câmara dos Comuns, em um acalorado debate que teve como pano de fundo o escândalo das despesas dos deputados.

Cameron afirmou que as eleições - que serão convocadas no máximo até meados de 2010 - seriam necessárias para acabar com a "paralisia" do governo trabalhista provocada pelo escândalo.

Brown insistiu em que os deputados deviam demonstrar "humildade" pelo escândalo das despesas, reconhecer que todos os partidos tinham cometido "erros" e que "resolver o problema" é o que restava a ser feito.

Cameron acusou Brown de não ter sido eleito, de não ter contato com a população e de ser "arrogante" diante dos pedidos para a convocação de eleições.

Brown substituiu Tony Blair à frente do governo do Reino Unido em junho de 2007, mas sem a realização de eleições gerais.

Presidente da Câmara dos Comuns renuncia

O presidente da Câmara dos Comuns britânica, Michael Martin, submetido a uma moção de censura por seu papel no escândalo das faturas abusivas de gastos apresentadas por alguns deputados, anunciou sua renúncia na última terça-feira.

"Para que a unidade seja mantida, decidi renunciar ao posto de speaker (presidente) no domingo 21 de junho", afirmou Martin, que ocupa a função há nove anos. A eleição do sucessor deve acontecer no dia 22 de junho. A renúncia  é a primeira demissão de um presidente da Câmara dos Comuns desde 1695.

Em uma sessão agitada na segunda-feira, Martin declarou lamentar profundamente o escândalo provocado pelas faturas abusivas de gastos apresentadas por deputados de todo o espectro político britânico.

Martin, ex-metalúrgico e sindicalista criado numa região operária da Escócia, bloqueou um debate sobre seu futuro no Parlamento.

O último presidente da Câmara a ter sido destituído foi John Trevor, por corrupção, em 1695. A cassação ou renúncia de Martin levaria a uma eleição suplementar no seu distrito, em Glasgow, e aprofundaria a pressão por uma eleição nacional.

Leia mais sobre Reino Unido

    Leia tudo sobre: reino unido

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG