Brown quer virar a página no caso Diana, mas Al Fayed não se rende

O primeiro-ministro britânico Gordon Brown declarou nesta terça-feira que é hora de virar a página em relação à morte da princesa Diana de Gales depois da sentença de um júri que acusou os paparazzi e o motorista de Lady Di pelo acidente que a vitimou.

AFP |

No entanto, o pai de Dodi Al Fayed, namorado da princesa falecido junto com ela, declarou estar muito decepcionado com o veredicto do júri e que poderá empreender novas ações legais, conforme afirmou nesta terça-feira Michael Cole, porta-voz de Mohamed Al Fayed.

"Al Fayed está examinando suas opções legais", afirmou o porta-voz do multimilionário egípcio, que continua convencido de que seu filho e Diana foram vítimas de uma conspiração dos serviços secretos britânicos com o apoio do duque de Edimburgo, o marido da rainha Elizabeth.

Na segunda-feira a justiça determinou que os culpados pela morte da princesa Diana e Dodi Al Fayed, em agosto de 1997, em Paris, são o motorista do carro em que estavam e os fotógrafos que os perseguiam.

Após deliberar durante quatro dias, os jurados decidiram, por uma maioria de nove contra dois, que a morte da princesa de 36 anos e de Dodi, de 42, foi um "homicídio" causado por "negligência" de seu motorista, Henri Paul, e dos fotógrafos que os perseguiam em carros e motos.

Paul conduzia o veículo em alta velocidade e embriagado, fatores determinantes para que a Mercedes se chocasse contra uma pilastra do túnel da ponte d'Alma, concluiu o júri, após as investigações no Alto Tribunal de Londres que duraram seis meses e custaram aproximadamente 20 milhões de dólares.

Eles também chegaram à conclusão que outro agravante na morte de Diana e Dodi foi o fato de ambos não estarem usando os cintos de segurança.

O juiz havia descartado, no sumário de culpa, as teorias do pai de Dodi.

O resultado coincide com as investigações feitas pelas polícias francesa e britânica, que concluíram que a morte do casal foi resultado de um acidente causado por excesso de velocidade e porque o motorista do veículo, que também morreu no acidente, estava embriagado.

ame/cn/fp

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