Brown propõe agência de reconstrução da ONU para desastres

Londres, 20 jan (EFE).- O primeiro-ministro do Reino Unido, Gordon Brown, propôs hoje a criação dentro da ONU de uma agência de reconstrução que sirva, no futuro, para coordenar os esforços de ajuda diante de desastres como o terremoto do Haiti.

EFE |

Em um comparecimento no Parlamento britânico, Brown disse que "a coordenação internacional precisa melhorar para ajudar a fazer frente a futuros desastres".

"Em primeiro lugar, devemos dar apoio; em segundo lugar, melhorar a coordenação internacional; e, em terceiro lugar, ajudar o Governo do Haiti a voltar a se levantar para ser capaz de organizar a reconstrução do país", disse o primeiro-ministro.

Mas, após se concentrar nestes primeiros esforços de emergência, a comunidade internacional tem que pensar em como se pode melhorar a assistência no futuro, depois dos muitos problemas da operação de ajuda ao Haiti, explicou Brown.

As Nações Unidas, defendeu, devem "considerar seriamente" a criação desta agência de reconstrução, que deveria estar "disposta imediatamente a fazer frente a este tipo de problema".

O primeiro-ministro também informou sobre o envio de um navio britânico com provisões de ajuda para o Haiti.

"Falei com o presidente (dos EUA, Barack) Obama sobre a necessidade de nos estabilizar no esforço de reconstrução do Governo do Haiti, de modo que possa tomar o controle e adotar as medidas necessárias para o país no futuro".

"Definimos que ajudaremos a reconstruir o Ministério do Interior, o Ministério da Economia e outras áreas, para que se possa começar a trabalhar e o Governo, a atuar", disse Brown.

Além disso, acrescentou, "faremos tudo o que pudermos para apoiar os 11 mil militares que os americanos enviaram".

O terremoto de 7 graus na escala Richter aconteceu às 19h53 (Brasília) do dia 12 e teve epicentro a 15 quilômetros da capital haitiana, Porto Príncipe. Segundo declarações à Agência Efe, o primeiro-ministro do Haiti, Jean Max Bellerive, acredita que o número de mortos superará 100 mil.

O Exército brasileiro informou que 18 militares do país que participavam da Missão de Estabilização das Nações Unidas no Haiti (Minustah) morreram em consequência do terremoto.

Entre os civis - além da médica Zilda Arns, fundadora e coordenadora da Pastoral da Criança, e de Luiz Carlos da Costa, o segundo civil mais importante na hierarquia da ONU no Haiti -, foi informado hoje que outra mulher também morreu no tremor, aumentando para 21 o número total de vítimas brasileiras. EFE fpb/an

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