Londres, 9 nov (EFE).- O primeiro-ministro do Reino Unido, o trabalhista Gordon Brown, prometeu hoje trabalhar com o presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama, para construir uma sociedade mais justa no mundo.

Em artigo publicado no dominical "The Observer", Brown defende uma nova sociedade na qual sejam premiados os que trabalham duro, as famílias sejam protegidas e os mercados sejam regulado com princípios morais.

Segundo o líder trabalhista, os eleitores americanos protagonizaram um "momento destacado" na história, ao escolher um "presidente progressista" que acredita no poder da intervenção estatal para responder à atual crise econômica.

"Estou desejando cooperar com o presidente eleito para construir uma nova sociedade global na qual o progresso das pessoas - suas casas, seus empregos, suas economias e sua previdência - tenha sempre prioridade", escreve o primeiro-ministro britânico.

Brown acredita que a eleição de Obama "inspirou o mundo" na crença de que, em momentos difíceis, as pessoas precisam da garantia e ajuda dos Governos.

Segundo ele, a recente crise financeira foi testemunha do "colapso do dogma 'laissez-faire'" e colocou à prova "o velho fundamentalismo do mercado livre".

O premiê britânico ressalta que seu Governo continua sendo "pró-negócios", mas também especifica que os fatos dos últimos meses deixam claro que "os mercados precisam de princípios morais".

O líder trabalhista considera que a "avareza" não favorece nem a uma boa sociedade nem a uma boa economia, por isso defende "valores progressistas" para "garantir que nossa economia de mercado funcione de forma eficiente e justa".

Brown conclui que "a lição dos últimos tempos e, agora, da vitória de Obama" é que "só as respostas progressistas e o claro propósito público de trabalhar pelo benefício de todos podem superar os grandes desafios que enfrentamos".

O primeiro-ministro do Reino Unido telefonou na quinta-feira a Obama para felicitá-lo pela vitória eleitoral, em uma conversa na qual ambos abordaram a reforma do sistema financeiro mundial, entre outros assuntos. EFE pa/an

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