Londres, 12 jun (EFE).- O primeiro-ministro do Reino Unido, Gordon Brown, prometeu hoje uma grande investigação sobre a perda de documentos secretos sobre o Iraque e a rede terrorista Al Qaeda, que foram encontrados em um trem.

Brown reconheceu que se tratava de um incidente "muito grave" e afirmou que o Governo estava tentando descobrir como as informações do material podem ter sido espalhadas, o que poderia afetar a segurança nacional do Reino Unido.

"Claro que levamos isto a sério e certamente não se podem consentir infrações contra a segurança da informação secreta", disse na entrevista coletiva mensal realizada em Downing Street.

"Averiguaremos e informaremos sobre todas as circunstâncias nas quais o incidente aconteceu", acrescentou.

O funcionário britânico que deixou os documentos secretos no trem, que fazia o trajeto entre Londres e o condado de Surrey (sul da Inglaterra), foi suspenso de suas funções, informou hoje o Governo.

O funcionário público, que não teve a identidade divulgada e que trabalha para a unidade de segurança e inteligência do Governo britânico, foi interrogado no marco de uma investigação interna.

Os papéis foram encontrados há poucos dias por um cidadão que decidiu fazê-los chegar à "BBC", que ontem revelou a história justo antes de o Parlamento votar a proposta de Brown de ampliar o prazo de detenção sem acusações de suspeitos de terrorismo para 42 dias.

Os textos são altamente secretos, por isto seu extravio tem conseqüências para a segurança nacional, segundo a "BBC".

Os documentos incluem uma avaliação da situação de segurança no Iraque, feita pelo Ministério da Defesa, e outra do atual perfil da Al Qaeda, solicitado pelo Ministério de Assuntos Exteriores.

Chamados de "UK Top Secret", cada uma das sete páginas contém a advertência que só podem ser lidas pelas autoridades de Estados Unidos, Austrália e Canadá, segundo a "BBC".

Este é o mais recente fiasco do Governo britânico por causa de extravio de documentos importantes, como o caso de um disquete desaparecido no final do ano passado que continha nomes e números de contas bancárias de milhões de pessoas que recebem o subsídio infantil. EFE vg/wr/fal

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