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O primeiro-ministro britânico Gordon Brown pediu o incremento de sanções européias contra o Irã pelo seu suposto programa nuclear e, especificamente, contra seus investimentos em gás natural liquefeito.

"Nas próximas semanas, queremos ampliar as medidas restritivas para incluir investimentos em gás natural liquefeito. Acredito que isso será um claro sinal para o Irã de que o que eles estão fazendo é inaceitável", disse Brown após encontro na Casa Branca com o presidente americano George W. Bush.

Concordando com Brown, Bush disse que quem pensa que o programa de enriquecimento de urânio iraniano não tem implicações militares "é, a meu ver, ingênuo".

"Nossa posição é clara, vamos trabalhar com outras nações para deixar bem claro ao regime iraniano que eles não devem ter a capacidade de desenvolver uma arma nuclear", acrescentou Bush.

"Gordon Brown também vê a ameaça como a vejo. Agora é hora de enfrentar essa ameaça. Acredito poder resolver esse problema diplomaticamente", afirmou o presidente americano durante uma coletiva à imprensa na Casa Branca.

O Irã desafiou as demandas da ONU e prosseguiu com seu programa de enriquecimento de urânio, um processo que pode ser um passo crucial para o desenvolvimento de armas nucleares, e recusou três pacotes de sanções da organização.

"Converso com os outros líderes europeus sobre como podemos ampliar as sanções européias contra o Irã e assegurar que sejam efetivamente respeitadas", revelou Brown.

O primeiro-ministro britânico disse ainda que o Reino Unido e os Estados Unidos uniram suas forças com a França, Alemanha, Rússia e China "para assegurar que o Irã reconheça que não pode ignorar a comunidade internacional e suas obrigações (...) com impunidade".

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