Brown pede controle de qualquer produto financeiro

Estrasburgo (França), 24 mar (EFE).- O primeiro-ministro do Reino Unido, Gordon Brown, disse hoje que todas as partes do sistema financeiro devem ficar sob supervisão e pediu a todos os continentes que injetem na economia recursos para garantir o crescimento e o emprego, apesar da crise.

EFE |

Em discurso perante o Parlamento Europeu na cidade francesa de Estrasburgo, Brown pediu que a Europa trabalhe com os Estados Unidos para criar um novo capitalismo "moral".

"Nosso sistema econômico global (...) foi distorcido em um sentido contrário aos valores que defendemos (...), valores como ser justos com os outros e se responsabilizar pelas próprias ações, sobressair o trabalho duro e não recompensar os excessos irresponsáveis", disse o primeiro-ministro do Reino Unido.

Segundo Brown, a crise deixou claras algumas lições, como que "os mercados devem ser livres, mas nunca livres de valores", e que a "riqueza não é de grande valor para a sociedade, a menos que sirva para mais pessoas que aos ricos".

Brown fez um trocadilho, ao dizer que "ser justo ('fair', em inglês) é mais importante que 'laissez faire'", o lema em francês da liberdade total para os mercados.

Para o líder britânico, que apresentou aos eurodeputados as prioridades diante da próxima reunião do Grupo dos Vinte (G20, os países ricos e os principais emergentes) em Londres, nesse encontro, a UE deve "liderar" o resto do mundo a fim de conseguir que todos "façam as reformas necessárias em seus sistemas bancários".

Além disso, Brown defendeu a criação de padrões internacionais para a regulação financeira e trabalhar para "criar um mundo no qual não estejamos para servir o mercado, mas o mercado exista para nos servir".

Para combater a crise, o primeiro-ministro do Reino Unido apelou a todos os continentes a "injetar na economia os recursos necessários para garantir o crescimento e o emprego", e se mostrou convencido de que a chegada de Barack Obama à Casa Branca permitirá que Europa e EUA "iniciem as mudanças de que o mundo precisa".

Também defendeu combater o protecionismo e cooperar para que a globalização beneficie a todos. EFE mvs/an

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