Brown pede ao Irã para que abandone programa nuclear

Londres, 17 mar (EFE).- O primeiro-ministro do Reino Unido, Gordon Brown, pediu hoje ao Irã para que abandone seu programa de enriquecimento de urânio, a fim de evitar duras sanções, e aceite a vontade de diálogo da comunidade internacional.

EFE |

Em discurso realizado em Londres diante de diplomatas e cientistas, Brown afirmou que Teerã - que continua seu programa nuclear, apesar das pressões contrárias em nível global - representa "uma ameaça" por causa da proliferação de urânio.

O chefe do Governo do Reino Unido se mostrou a favor de apoiar o Irã, caso o país utilize seu programa nuclear para fins civis.

"O Irã está diante de uma clara escolha: se continuar agindo desta maneira, enfrentará mais e duras sanções, se optar por um programa de energia nuclear civil supervisionado pela ONU, levará enormes benefícios a seus cidadãos", comentou Brown.

O primeiro-ministro disse esperar "que o Irã faça a escolha correta e aproveite a vontade de negociar da comunidade internacional, inclusive o compromisso (de diálogo) do presidente (dos Estados Unidos, Barack) Obama, em vez de enfrentar mais sanções e instabilidade regional".

Além disso, Brown ressaltou que haverá uma inevitável expansão da energia nuclear para atender à redução das emissões poluentes, motivo pelo qual o mundo terá que assegurar que este processo não levará a uma proliferação das armas nucleares.

"É necessário criar um novo sistema internacional para ajudar os Estados que não têm energia nuclear a adquirir as novas fontes de energia das quais precisam", disse o chefe de Governo.

Brown ainda disse que, "goste ou não, os desafios da mudança climática não serão superados sem um maior uso do poder nuclear civil".

Para o premiê do Reino Unido, "o Irã é uma prova desta nova filosofia do bom uso da energia nuclear, com sanções para quem violar" a regra de não produzir armas nucleares.

A Agência Internacional da Energia Atômica (AIEA) estima que 32 reatores precisam ser fabricados em todo o mundo, caso se queira de fato atingir os objetivos internacionais de reduzir pela metade as emissões de gases poluentes até 2050.

O Irã insiste em que seu programa tem fins pacíficos e se negou a aceitar as exigências da comunidade internacional para abandonar suas atividades nucleares. EFE vg/bba/an

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