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Brown pede a Obama cooperação com Europa para nova era global

Londres, 10 nov (EFE).- O primeiro-ministro do Reino Unido, Gordon Brown, pediu hoje ao presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama, que trabalhe com a Europa para construir a nova sociedade global, baseada na democracia, no multilateralismo e na reforma das instituições econômicas.

EFE |

Em seu tradicional discurso anual na City, distrito financeiro londrino, Brown descreveu como "fonte de esperança e inspiração" a eleição de Obama à Presidência dos EUA.

O chefe do Governo britânico pediu a Obama, como líder dos EUA, que transfira esperança ao resto do mundo através de um pacto para "liderar e moldar o século XXI como o primeiro de uma sociedade verdadeiramente global".

Segundo o premier, EUA e Europa devem trabalhar juntos para enfrentar os desafios da nova era.

A nova Administração americana deve dar prioridade ao conflito entre Israel e os palestinos, que guarda a chave de outros enfrentamentos na região, disse o primeiro-ministro.

Brown se comprometeu a ajudar Obama em seus esforços para "defender um futuro estável e democrático" para o Afeganistão, "o que a comunidade internacional não pode permitir que seja suspenso".

O discurso do "premier" perante o prefeito e economistas de City, tradicionalmente dedicado a política externa, se centrou este ano também na crise financeira que, apesar do pessimismo, pode servir de catalisador para uma nova ordem.

Brown assinalou que a reunião do G20 - que reúne países emergentes e desenvolvidos - este fim de semana em Washington deve servir para redefinir os acordos de Bretton-Woods, que em 1944 firmaram as bases para a criação do Banco Mundial (BM) e do Fundo Monetário Internacional (FMI).

Como medidas concretas para fazer frente à crise, Brown ressaltou a importância de uma resposta internacional coordenada em matéria fiscal, além da manutenção do investimento público, embora isso provoque um aumento da dívida.

O primeiro-ministro disse que é preciso aproveitar as oportunidades de regeneração que a crise gera e fugir do protecionismo, em prol de uma nova sociedade global "aberta e flexível, com livre-comércio, mas também inclusiva e sustentável".

EFE jm/rr

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