Brown pede a Israel para facilitar entrada de ajuda humanitária a Gaza

Londres, 5 fev (EFE).- O primeiro-ministro do Reino Unido, Gordon Brown, pediu hoje novamente a Israel para que contribua para que a ajuda humanitária chegue às vítimas de Gaza, algo que, em sua opinião, beneficiará também os interesses israelenses.

EFE |

"Escrevi ao primeiro-ministro (Ehud) Olmert esta semana para pedir que permita um acesso humanitário pleno àqueles que buscam entregar alimentos e remédios a quem precisa", disse Brown em entrevista junto ao líder da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas.

Segundo Brown, "isto interessa tanto a Israel quanto a todos aqueles que sofreram o impacto da violência e a perda de vidas".

Ambos se encontraram hoje na residência oficial do primeiro-ministro do Reino Unido para impulsionar as ações diplomáticas voltadas a reativar o processo de paz, após as nova ofensiva militar israelense contra território palestino.

Brown calculou em mais de mil as "vítimas inocentes, incluindo 300 crianças" do conflito em Gaza, e lembrou que "milhares mais foram deslocadas e feridas", e que "muitas mais permanecem com uma necessidade peremptória de atendimento alimentício e médico".

"Só agora estamos vendo o alcance pleno do problema que enfrentamos", acrescentou o líder trabalhista, que assegurou que seu Governo fará tudo o que estiver a seu alcance para "ajudar a reconstruir Gaza e fornecer alívio humanitário às famílias cujas vidas foram destruídas".

"O Reino Unido fará sua parte", prometeu Brown, que lembrou que o país triplicou sua ajuda para a população civil palestina.

"Os países da região devem demonstrar agora que não tolerarão um Hamas armado e farão mais para deter o contrabando ilegal de armas em Gaza", afirmou o primeiro-ministro do Reino Unido, que defende "estimular o diálogo e a reconciliação entre os líderes palestinos".

"Devemos ajudar a reconstruir a economia de Gaza para criar esperança de que a paz pode ser um dividendo real", acrescentou.

Abbas afirmou que a destruição causada pela ação militar israelense tem um custo econômico de US$ 15 bilhões, um valor muito maior que o calculado inicialmente.

"Apesar de tudo, dizemos ao mundo e dizemos a Israel que não há outra opção além da paz no Oriente Médio", afirmou o presidente da ANP, que reiterou seu desejo de poder construir com o Hamas um Governo de união nacional após as próximas eleições em território palestino. EFE fpb/db

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