Brown pede a Governo iraniano que ouça apelo popular sobre eleições

Londres, 16 jun (EFE).- O primeiro-ministro do Reino Unido, Gordon Brown, pediu hoje ao Irã que ouça as queixas da população após as polêmicas eleições presidenciais nas quais os dados oficiais concederam a vitória ao conservador Mahmoud Ahmadinejad.

EFE |

Em entrevista aos meios de comunicação britânicos, Brown afirmou que o que acontece no Irã é um assunto que diz respeito à população iraniana, mas ressaltou que "se há perguntas sérias que agora são feitas sobre a conduta das eleições, têm que ser respondidas".

"Não deve haver violência em resposta aos protestos pacíficos", disse o premiê, que pediu ao Irã que escute "cuidadosamente".

"A relação que (o Irã) terá e o respeito que receberá do resto do mundo dependerão de como responde às queixas legítimas expressadas e que têm que ser atendidas", acrescentou.

Já o ministro de Assuntos Exteriores britânico, David Miliband, afirmou hoje que o Reino Unido não deve "cair na armadilha" de apoiar um candidato em particular no Irã.

Em declarações à rádio 4 da "BBC", Miliband disse que há um desejo de que os protestos pacíficos tenham uma resposta pacífica das autoridades iranianas.

"A perda de vidas, os sete que foram reportados, as informações críveis de grande perda de vidas são deploradas muito claramente", ressaltou o chanceler britânico.

No entanto, ele deixou claro que é vital que Reino Unido, Estados Unidos e outros países não sejam vistos como se quisessem intervir no Irã.

Miliband se referiu às palavras usadas nesta segunda pelo presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, sobre a situação no Irã, pois disse que o mundo está observando o que acontece.

"Acho que o presidente Obama elegeu ontem (segunda) à noite as palavras muito cuidadosamente e de forma muito adequada e eu falei com (Hillary) Clinton, a secretária de Estado, e todos estamos determinados a não cair na armadilha de ser vistos como que apoiamos um ou outro (candidato)", ressaltou o chefe da diplomacia britânica.

O porta-voz do Conselho de Guardiães, Abbas Ali Kadkhodai, anunciou hoje que este órgão está disposto a recontar os votos, mas apenas nas urnas onde houve denúncias de irregularidades. EFE vg/db

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG