Brown nega ter recebido pedido para abrigar presos de Guantánamo

Londres, 4 jan (EFE).- O Reino Unido não recebeu um pedido oficial por parte dos EUA para receber os presos de Guantánamo após um eventual fechamento da prisão militar americana em Cuba.

EFE |

"Não nos pediram", afirmou o primeiro-ministro Gordon Brown, em entrevista à "BBC" sobre as informações publicadas na imprensa nos últimos dias de que presos de Guantánamo que não puderem retornar aos seus países por risco de sofrerem represálias poderiam seguir para o Reino Unido.

O premiê lembrou que seu Governo "há tempos defende o fechamento" do centro de detenção para presos acusados de terrorismo que os Estados Unidos mantêm em sua base militar no sul da ilha de Cuba.

Brown considerou que o fechamento de Guantánamo -uma promessa de campanha do presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama- coloca "uma situação difícil", mas "necessária para garantir às pessoas de que vão a fazer as coisas corretamente no futuro".

No dia 1º, o jornal inglês "The Times" informou que Londres estaria disposta a receber presos de Guantánamo para ajudar Obama.

Segundo o jornal, a ministra do Interior, Jacqui Smith, terá que decidir "caso por caso" antes que o país possa aceitar alguns dos 248 detidos em Guantánamo.

Segundo o "Times", o Ministério de Relações Exteriores é o mais disposto a apoiar o plano, que deverá levar em conta a situação de imigração dos detidos, que precisarão de acesso à moradia aos subsídios do Governo.

O "Times" ressaltou que receber suspeitos de terrorismo estrangeiros causará uma controvérsia no Reino Unido e que a oposição, notadamente o Partido Conservador, já manifestou dúvidas quanto ao plano.

Os militares dos EUA indicaram que, dos 248 presos de Guantánamo, "cerca de 60" receberam sinal verde para libertação.

O "The Times" especificou que o plano de Obama é de que os detidos considerados mais perigosos -entre 30 e 80- sejam levados aos EUA para serem julgados e que os demais voltem aos seus países de origem ou que se repartam entre países aliados. EFE fpb/jp

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