Brown nega ter cortado recursos para Forças Armadas britânicas no Iraque

LONDRES - O primeiro-ministro do Reino Unido, Gordon Brown, afirmou nesta sexta-feira que durante seu período à frente do Ministério das Finanças não poupou despesas para poder lançar uma campanha militar efetiva contra o regime de Saddam Hussein.

EFE |

Brown contestou dessa forma uma pergunta da comissão independente que investiga a Guerra do Iraque de 2003 sobre as supostas restrições econômicas que teria autorizado seis meses após o início do conflito.

AFP
Manifestante segura cheque simbólico assinado por Brown contalbilizando o custo da Guerra do Iraque

Cheque simbólico de Brown revela custo da Guerra do Iraque


O primeiro-ministro lembrou que em junho de 2002 teve conversas com o então ministro da Defesa, Geoff Hoon, para tratar dos preparativos de uma possível intervenção militar.

"Comuniquei ao primeiro-ministro (Tony Blair, na época) que não haveria restrições econômicas para as Forças Armadas. Disse que não descartaria uma estratégia militar por causa de custos", disse Brown, acrescentando que "algumas opções militares" eram "mais caras que outras".

Nos últimos meses, a imprensa britânica publicou documentos que mostram que Brown teria bloqueado várias verbas para o envio adicional de helicópteros ao Iraque e Afeganistão, o que supostamente deixou os soldados britânicos em situação de risco.

As informações foram confirmadas pelo próprio Hoon, inimigo político de Brown dentro do Partido Trabalhista, que disse perante a comissão que o atual primeiro-ministro cortou fundos vitais para o Exército nos anos anteriores ao conflito e voltou a fazê-lo imediatamente depois da invasão.

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