O primeiro-ministro britânico Gordon Brown negou nesta quinta-feira ter chegado a um acordo secreto com os deputados de um pequeno partido para evitar uma derrota na câmara dos comuns, que adotou na véspera um controvertido projeto de lei antiterrorista.

"Não houve acordo com o Partido Unionista Democrático (PUD), nem com os unionistas de Ulster no geral", assegurou Brown durante uma coletiva realizada no dia seguinte à votação na câmara dos comuns.

Segundo insistentes rumores noticiados na imprensa britânica, o líder trabalhista teria prometido aos deputados da Irlanda do Norte investir mais dinheiro em sua província, em troca de um voto a favor.

Os deputados britânicos aprovaram nesta quarta-feira uma polêmica medida estendendo a 42 dias o período de detenção sem acusação formal de suspeitos de terrorismo, salvando por pouco o primeiro-ministro britânico de sofrer uma humilhante derrota.

A votação foi muito disputada, com 315 deputados a favor e 306 contra esse projeto de lei que, segundo seus críticos, atenta contra as liberdades civis e os direitos humanos.

O governo Brown conseguiu sair vitorioso depois de multiplicar pressões sobre os deputados trabalhistas, e de ter feito concessões para neutralizar os rebeldes.

O predecessor de Brown em Downing Street, Tony Blair, sofreu uma severa derrota no Parlamento quando tentou elevar a 90 dias o prazo de detenção sem a apresentação de acusação formal, em seguida aos atentados de Londres de 7 de julho de 2005.

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