Brown nega acordo com DUP para aprovar projeto de lei antiterrorista

Londres, 12 jun (EFE).- O primeiro-ministro do Reino Unido, Gordon Brown, afirmou hoje que não alcançou nenhum acordo com o Partido Democrático Unionista do Ulster (DUP) para ganhar votos para o projeto de lei que amplia o período no qual os suspeitos de terrorismo podem ficar detidos sem julgamento.

EFE |

Na entrevista coletiva mensal realizada hoje em sua residência oficial de Downing Street, Brown negou que tenha comprado o apoio dos nove deputados do DUP para conseguir que prosperasse sua iniciativa de ampliar dos 28 dias atuais para 42 as detenções sem acusações.

Um total de 315 deputados, incluídos nove do DUP, votaram ontem a favor do plano frente aos 306 que permaneceram contra - entre eles 37 trabalhistas -, dos 646 membros da Câmara dos Comuns.

"Não houve acordo. Não houve acordo com o Partido Democrático Unionista, nenhum acordo com os unionistas do Ulster em geral", declarou o chefe do Governo, que rejeitou que prometesse ao DUP fundos adicionais para a Irlanda do Norte.

Afirmou que a população norte-irlandesa sabe da importância de tomar medidas frente ao terrorismo, em referência à antiga campanha de violência do Exército Republicano Irlandês (IRA).

"Acho que as pessoas que votaram por isto, o fizeram por uma razão de princípios, pois o argumento lhes convence", declarou Brown.

"Eu não ofereço acordos sobre terrorismo. Eu quero tomar medidas sobre o terrorismo. Queria convencer as pessoas sobre a necessidade de considerar a segurança nacional", afirmou.

"Recebemos assessoria da Polícia e dos serviços secretos nos últimos anos que tínhamos que tomar medidas sobre estes assuntos", afirmou.

Em mensagem aos principais partidos da oposição que votaram contra, Brown afirmou que lamentarão não terem apoiado "uma medida que é necessária em nosso país para enfrentar tanto as causas como os problemas associados ao terrorismo".

Organizações humanitárias como a Human Rights Watch e a Anistia Internacional (AI) expressaram a rejeição por considerarem que o plano viola o direito à liberdade. EFE vg/fal

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