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Brown espera que 2009 encerre dogma do mercado livre

(Embargada até as 23h de Brasília de 31 de dezembro) Londres, 31 dez (EFE).- O primeiro-ministro do Reino Unido, Gordon Brown, expressou hoje no tradicional discurso de Ano Novo seu desejo de que 2009 sirva para acabar com o desenfreado dogma do mercado livre que ficou desacreditado pela crise de 2008.

EFE |

"Quero que 2009 seja o ano no qual o amanhecer de uma nova era progressista se estenda por todo o mundo", disse o líder trabalhista britânico, defendendo que o objetivo dos Governos deva ser oferecer "ajuda real" às famílias e aos empresários.

Brown afirmou que o ano que começa "não será fácil", quando a economia britânica sofre sua primeira recessão desde o início da década dos anos 90, a libra e as taxas de juros estão em valores mínimos históricos e o desemprego se disparou.

"O ano que vem não será fácil, mas tenho a determinação de que este Governo será o centro de estabilidade e justiça no qual possam confiar os cidadãos britânicos", disse o primeiro-ministro, querendo passar uma mensagem de otimismo.

Segundo Brown, "o alcance dos desafios que enfrentamos está no mesmo nível que a força do meu otimismo de que o povo britânico pode enfrentá-los e que irá enfrentá-los".

No início de um ano pré-eleitoral, Brown referiu-se às medidas adotadas por seu Governo para enfrentar a crise financeira, especialmente ao plano de recapitalização dos principais bancos britânicos, e assegurou que este passo foi "uma estratégia decisiva" para diminuir o temor dos cidadãos.

"O alcance e a velocidade da crise financeira global foi em alguns momentos incontrolável. Sei que as pessoas se sentiram confusas, desconcertada, e, às vezes, assustadas", ressaltou Brown, acrescentando que por esta razão a resposta teve que ser "rápida e decidida".

Brown é consciente de que sua gestão econômica da crise recuperou sua imagem pública, já que antes da explosão financeiro as pesquisas de intenções de voto o situavam 20 pontos atrás do líder conservador, David Cameron, diferença que caiu para apenas 5 pontos.

Por isso, concluiu seu discurso afirmando: "o que me mantém acordado pela noite e faz-me levantar de manhã são as esperanças e as aspirações do povo britânico". EFE fpb/jp

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