Brown diz que regime do presidente do Zimbábue não deve ser reconhecido

Londres, 23 jun (EFE).- O primeiro-ministro do Reino Unido, Gordon Brown, afirmou hoje que seu Governo não reconhece como legítimo o regime do presidente do Zimbábue, Robert Mugabe, e pediu aos demais países que façam o mesmo.

EFE |

Segundo Brown, "o mundo compartilha uma opinião: que o status quo não pode continuar".

Para ele, o "atual Governo, sem maioria parlamentar, tendo perdido o primeiro turno das eleições presidenciais e mantendo o poder só através de violência e intimidação, é um regime que não deve ser reconhecido por ninguém".

Em discurso na Câmara dos Comuns, o chefe de Governo britânico assegurou que seu país fará pressão para conseguir que a União Européia (UE) imponha novas sanções a um regime que qualificou de "criminoso" e "cada vez mais desesperado".

Brown contou que falou hoje com o principal líder da oposição zimbabuana, Morgan Tsvangirai, e com líderes africanos, como o presidente da África do Sul, Thabo Mbeki.

O primeiro-ministro britânico quer que as Nações Unidas e a União Africana mandem observadores ao Zimbábue.

"A comunidade internacional deve enviar uma mensagem forte e unitária de que não reconheceremos a manipulação de uma eleição fraudulenta e a violência e a intimidação de uma conspiração criminosa e desacreditada", disse Brown.

Após ressaltar que seu Governo não reconhece o regime de Mugabe como "legítimo", Brown expressou a disposição de seu país em contribuir de forma substancial para a reconstrução do Zimbábue "quando a democracia for restaurada".

"Esta câmara está de acordo que o que aconteceu é intolerável.

Queremos um fim imediato da violência.", acrescentou.

As declarações de Brown foram feitas pouco depois que Tsvangirai, líder da oposição no Zimbábue, se refugiou na embaixada da Holanda em Harare.

Tsvangirai, que foi o vencedor do primeiro turno das eleições presidenciais, se retirou ontem do pleito de 27 de junho por considerar que o Governo de Robert Mugabe, seu adversário, realiza uma campanha de intimidação e violência contra opositores. EFE ep/rr

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