Brown diz que paciência sobre situação no Zimbábue está se esgotando

Londres, 12 abr (EFE).- O primeiro-ministro do Reino Unido, Gordon Brown, advertiu hoje o presidente zimbabuano, Robert Mugabe, de que a paciência da comunidade internacional em relação a seu regime está se esgotando.

EFE |

"Não posso entender por que estão demorando tanto para anunciar os resultados das eleições presidenciais de 29 de março", disse Brown.

Os membros da Comissão foram nomeados por Mugabe, que exige mais tempo para que os votos sejam verificados antes que se anuncie o resultado do pleito.

A oposição denuncia que esta é uma manobra de Mugabe - que governou ininterruptamente Zimbábue desde a independência do país em 1980 - para se perpetuar no poder.

Em suas declarações, publicadas hoje pela imprensa britânica, Brown se mostrou "horrorizado" com os sinais de que o regime "está de novo recorrendo à intimidação e à violência".

"Estaremos atentos. A comunidade internacional será cuidadosa para não atrapalhar os esforços para garantir um resultado que reflita o desejo democrático do povo do Zimbábue. Mas a paciência da comunidade internacional com o regime está se esgotando", afirmou.

Sem que tenha sido divulgado um só dado parcial da apuração, Mugabe afirma que será necessário um segundo turno, pois nenhum dos três candidatos obteve mais de 50% dos votos.

O opositor Movimento para Mudança Democrática (MDC) afirma que seu líder, Morgan Tsvangirai, obteve 50,3% dos votos, contra 43,8% de Mugabe.

O MDC reuniu os resultados levando em conta a lista publicada em cada mesa eleitoral no final do pleito, mas o partido governamental, Zanu-PF, denunciou "erros de procedimento" que teriam prejudicado Mugabe em vários colégios e reivindica uma recontagem dos votos.

Cansada de esperar pelo resultado das presidenciais, a oposição recorreu à Justiça para que a Comissão Eleitoral seja obrigada a divulgar os dados do pleito.

O tribunal emitirá na próxima segunda-feira sua sentença, mas a possibilidade de apelação em uma instância superior por qualquer uma das duas partes deve atrasar ainda mais os resultados, especialmente porque a Comissão Eleitoral alega agora que não pode divulgá-los, já que há um caso legal envolvido.

A Polícia do Zimbábue proibiu com efeito imediato todas as manifestações políticas no país.

As ONGs Human Rights Watch e Anistia Internacional expressaram sua preocupação com a possível explosão de violência geral durante uma possível crise pós-eleitoral no Zimbábue. EFE ep/mh

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