Brown diz que mortes não impedem progresso na Irlanda do Norte

IRLANDA DO NORTE - O primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, disse nesta segunda-feira que o assassinato de dois soldados, cometido por pistoleiros contrários ao processo de paz da Irlanda do Norte, não mergulhará a província britânica de novo na violência.

Reuters |

Reuters

Flores são deixadas em homenagem aos soldados mortos a tiros

Um oficial de alta patente disse que não há planos de reocupar militarmente as ruas da região. Esse foi o pior atentado na Irlanda do Norte em uma década, e os líderes políticos esperam que o fato não reverta os progressos alcançados desde o Acordo da Sexta-Feira Santa, em 1998.

Brown visitou o quartel na localidade de Antrim onde militantes da facção republicana Real IRA mataram os soldados, que horas depois embarcariam para o Afeganistão. O primeiro-ministro em seguida se reuniu com políticos locais em Belfast.

"Eles querem passar a mensagem ao mundo, assim como eu, que o processo político não irá e nunca poderá ser abalado", disse Brown.

O IRA (Exército Republicano Irlandês, ligado à maioria católica) combateu durante décadas o domínio britânico da região, num conflito que matou mais de 3.600 pessoas desde a década de 1960. Um cessar-fogo desse grupo e de guerrilhas protestantes unionistas (pró-Londres) praticamente encerrou o conflito armado desde 1998.

Mas o Real IRA continua defendendo o fim do domínio britânico e a unificação com a vizinha República da Irlanda. Esse grupo, isolado por outras facções políticas republicanas, foi responsável pelo atentado mais violento da Irlanda do Norte, na localidade de Omagh, em agosto de 1998, que deixou 29 mortos.

O secretário britânico para a Irlanda do Norte, Shaun Woodward, descreveu o ataque de sábado como "uma tentativa premeditada de homicídio em massa", já que os dois atiradores mascarados fizeram mais de 60 disparos.

O primeiro-ministro da Irlanda, Brian Cowen, disse que policiais ao sul da fronteira irão participar da caçada aos pistoleiros.

"Apesar do sucesso do processo de paz nos últimos anos, não houve redução no monitoramento da atividade republicana dissidente por parte da gardai (polícia)", disse ele a jornalistas.


Leia também:


Leia mais sobre Irlanda do Norte

    Leia tudo sobre: irlanda do norte

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG