Brown defende sua estratégia para o Afeganistão

O primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, afirmou nesta segunda-feira que Londres tem as forças necessárias para sua missão no Afeganistão, num momento em que o número crescente de vítimas entre as tropas reacendeu o debate sobre a missão dos cerca de 9.000 soldados britânicos mobilizados nesse país.

AFP |

Em resposta aos pedidos de aumento de tropas e de material no Afeganistão, Brown defendeu a estratégia do governo em nome do combate ao terrorismo, e descartou qualquer reforço de tropas em curto prazo.

"Os efetivos são constantemente avaliados e modificados segundo as necessidades operacionais, e os comandantes do exército me garantiram que temos as forças necessárias para as operações em andamento", declarou o primeiro-ministro diante da Câmara dos Comuns.

A Grã-Bretanha elevou de 8.300 para 9.100 seu contingente no Afeganistão, destacou Brown, sob pressão depois da morte de 15 soldados britânicos neste país desde o início deste mês.

Na semana passada, oito militares, três deles de apenas 18 anos, morreram em um período de 24 horas no Afeganistão, uma grande perda desde a intervenção iniciada em 2001 e que deixou no total 184 mortos britânicos.

Num momento em que se aproximam as eleições presidenciais e provinciais afegãs, o Exército britânico conduz desde o dia 23 de junho uma grande ofensiva contra os talibãs na província de Helmand, no sul do país.

"Estamos passando por um momento difícil, e ainda não acabou, mas se quisermos expulsar definitivamente os talibãs da província de Helmand temos que continuar com nossas operações", afirmou o primeiro-ministro.

O contingente britânico é o segundo maior estrangeiro no Afeganistão, depois do americano. Os Estados Unidos devem enviar mais 30.000 soldados ao país em 2009.

A oposição conservadora denunciou a falta de helicópteros no terreno, que obriga os soldados a se deslocarem em veículos vulneráveis aos artefatos explosivos colocados nas estradas pelos talibãs.

A oposição e vários dirigentes militares também pediram esclarecimentos sobre os objetivos buscados no Afeganistão. Em entrevista concedida nesta segunda-feira à rede BBC, o diplomata britânico Paddy Ashdown considerou que os ocidentais estabeleceram metas "ambiciosas demais" naquele país.

Gordon Brown ressaltou nesta segunda-feira que ao combater no Afeganistão, a Grã-Bretanha impede atentados terroristas em seu território.

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