Brown defende investigação sobre torturas do MI5 em Guantánamo

Brasília, 26 mar (EFE).- O primeiro-ministro do Reino Unido, Gordon Brown, apoiou hoje a investigação realizada pela Polícia sobre o suposto envolvimento de agentes do serviço secreto MI5 na tortura ao ex-detento de Guantánamo Binyam Mohammed.

EFE |

"Uma vez que a procuradora-geral (Patricia Scotland) passou o caso à Polícia, é para que eles investiguem, independentemente de qualquer processo político", afirmou Brown em entrevista coletiva em Brasília, depois de se reunir com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

"Sempre mantive que devem ser investigadas acusações tão sérias como estas", acrescentou.

O governante britânico, que faz hoje sua primeira visita oficial ao Brasil, ressaltou que seu Governo "não tolera" nem apoia a tortura sob forma alguma.

Mohammed, um etíope que mora no Reino Unido com status de refugiado, recentemente acusou o MI5 de ter sido cúmplice com as torturas às quais foi submetido há mais de quatro anos no Marrocos.

Ele chegou ao Reino Unido em 1994 como refugiado e trabalhou como zelador em Londres até 2001, quando viajou ao Afeganistão e ao Paquistão para, segundo seus advogados, superar seu vício em drogas.

Em 2002, foi detido no Paquistão, e afirma ter sido foi levado pela CIA (agência central de inteligência) de território americano a uma prisão do Marrocos, onde alega ter ficado durante 18 meses e sofrido torturas.

Já em 2004, Mohammed foi levado ao Afeganistão, país a partir do qual foi transferido a Guantánamo. EFE mp/db

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