Brown defende estratégia no Afeganistão apesar das baixas

Londres, 11 jul (EFE).- O primeiro-ministro do Reino Unido, Gordon Brown, defendeu hoje a estratégia militar no Afeganistão, apesar das muitas baixas desde o início do mês, um período no qual 15 militares morreram na província de Helmand.

EFE |

Brown reconheceu que os últimos dez dias foram "extraordinariamente difíceis" para o contingente militar do Reino Unido no Afeganistão, que, em 24 horas entre sexta-feira e sábado, sofreu a perda de oito soldados.

Em carta enviada ao Parlamento, o primeiro-ministro destacou que a operação com a qual tenta expulsar os talibãs da zona central de Helmand a um mês da realização das eleições afegãs, está sendo um sucesso.

"Apesar das trágicas perdas, a moral permanece alta e posso divulgar a avaliação dos oficiais no terreno, no sentido de que as operações em andamento estão tendo êxito em seus objetivos", disse.

Segundo Brown, esta ofensiva está tendo "um marcado impacto nos talibãs no centro de Helmand, o que melhorará a segurança para a população, à medida que se aproximam as eleições, e permitirá trabalhar a longo prazo em governabilidade e desenvolvimento".

O primeiro-ministro, que comparecerá a um comitê parlamentar na próxima semana, disse que entende que o aumento das baixas nos últimos dias tenha gerado dúvidas sobre a presença militar britânica no Afeganistão, mas insistiu em que é necessário mostrar que Londres mantém seu compromisso de estabilizar esse país.

"Embora saiba que alguns questionaram nossa estratégia, continuo achando que nossa estratégia é a correta. Foi um verão muito difícil e ainda não terminou", disse Segundo ele, é crucial evitar a presença dos talibãs em Helmand "a longo prazo" e que a comunidade internacional se mantenha firme em seu propósito de "ajudar o Afeganistão e o Paquistão a derrotar este impiedoso movimento insurgente e a prevenir o retorno da Al Qaeda".

A declaração de Brown ocorre em meio à comoção e à controvérsia geradas pela morte de oito soldados em apenas 24 horas, o que elevou a 184 o número de baixas sofridas pelo Reino Unido no Afeganistão desde sua chegada, em outubro de 2001.

O número de baixas supera as registradas no Iraque, país de onde o Reino Unido completará sua retirada no final do mês, e coloca o Afeganistão como o conflito mais sangrento para as Forças Armadas britânicas desde a Guerra das Malvinas, em 1982. EFE fpb/an

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