Brown declara orgulho pela missão no Iraque, que terminará em julho de 2009

Londres, 18 dez (EFE).- O primeiro-ministro do Reino Unido, Gordon Brown, declarou hoje na Câmara dos Comuns seu orgulho pela missão militar de seu país no Iraque, que terminará no final de julho do próximo ano com o retorno de 4,1 mil soldados.

EFE |

Brown anunciou "uma retirada rápida" a partir de 31 de maio de 2009, que não deverá durar mais que dois meses.

"Devemos estar orgulhosos da maneira com que nossas tropas desempenharam sua função nos tempos mais difíceis", disse Brown, que defendeu os benefícios da invasão, afirmando que "os níveis de violência no Iraque estão nos mais baixos em cinco anos, a economia cresce a 10% e a democracia está se assentando".

No entanto, Brown reconheceu que o Iraque "tem muitos desafios a enfrentar pela frente", principalmente no âmbito da reconstrução, e confirmou que o Reino Unido continuará contribuindo com o Governo de Bagdá em termos militares, especialmente na preparação e treinamento das Forças Armadas iraquianas.

O primeiro-ministro destacou a importância das eleições locais que acontecerão em Basra - cidade iraquiana onde as tropas britânicas estiveram desde março de 2003 -, em janeiro, e expressou sua confiança em que esta localidade se transforme em um ponto de referência econômica no Golfo Pérsico.

Em sua declaração, Brown acrescentou que o Governo transferirá ao Reino Unido o memorial construído em Basra em lembrança dos 178 militares britânicos mortos nesse país.

"Faremos isso no final de julho, quando o último de nossos soldados voltar para casa", disse.

O líder do Partido Conservador, David Cameron, compartilhou a declaração de orgulho sobre o papel dos militares britânicos no Iraque, mas pediu ao primeiro-ministro "realismo sobre o que foi alcançado".

Cameron convidou Brown a iniciar "uma investigação sólida e independente" sobre os motivos que levaram à invasão do Iraque, apoiada pelo anterior primeiro-ministro, Tony Blair, como principal aliado do presidente dos Estados Unidos, George W. Bush.

O líder dos "tories" rejeitou o triunfalismo de Brown e ressaltou que "a realidade diária no Iraque continua sendo atroz", e considerou justificadas as denúncias de que nesse país existiram e existem "sérios abusos aos direitos humanos".

Brown respondeu que seu Governo está disposto a iniciar a investigação pedida pela oposição conservadora, mas disse que "será uma questão que consideraremos quando nossas tropas voltarem para casa. Este não é o momento de tratar este assunto". EFE fpb/an

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