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Brown conversa com extremistas na Arábia Saudita

O primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, se encontrou com supostos integrantes da Al-Qaeda durante uma visita a um centro de recuperação de militantes, em Riad, na Arábia Saudita. O premiê, que está fazendo um tour pelo Golfo Pérsico, conversou com cinco homens acusados de apoiar grupos terroristas.

BBC Brasil |

Dois deles passaram seis anos detidos no campo americano da Baía de Guantánamo, em Cuba.

Segundo o correspondente da BBC James Landale, o encontro entre um líder mundial e extremistas é algo muito raro.

Recuperação
O centro de recuperação de militantes, nos arredores da capital saudita, Riad, tem 1,2 mil detentos, considerados suspeitos de terrorismo de baixa periculosidade.

Eles são encorajados a se reintegrarem à sociedade saudita através de um programa de educação religiosa e apoio psicológico, além de aulas de esportes e artes.

O objetivo é prepará-los para o mercado de trabalho e dificultar o trabalho da Al-Qaeda e outros grupos extremistas em recrutar esses jovens.

A Grã-Bretanha e outros governos europeus estariam analisando os esforços do governo saudita para reabilitar extremistas diante da ameaça renovada de ataques terroristas em seus países.

Gordon Brown disse, no mês passado, que os britânicos continuam "a postos" contra ameaças terroristas e que os serviços de segurança estão monitorando milhares de possíveis suspeitos.

Crise financeira
O premiê britânico visita o Golfo acompanhado dos ministros de Energia e de Negócios para pedir que os países da região façam mais para estabilizar os preços do petróleo e ajudar a combater os efeitos da crise financeira global.

Antes de viajar para o Catar, Brown disse que o governo saudita concordou em contribuir para um fundo do FMI, o Fundo Monetário Internacional, que tem como objetivo ajudar as economias mais afetadas pelas turbulências recentes.

O premiê britânico afirmou também que o Rei Abdullah vai participar de um encontro de líderes mundiais para discutir a crise, ainda este mês, em Washington.

"Acredito que estamos indo em direção a uma nova ordem global na qual haverá uma coordenação global muito melhor no futuro e na qual as pessoas vão se unir para resolver problemas comuns", disse Brown.

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