Brown anuncia revisão de política britânica sobre Afeganistão

Londres, 3 dez (EFE) - O primeiro-ministro do Reino Unido, Gordon Brown, anunciou hoje uma revisão da política do país em relação ao Afeganistão e pediu aos aliados que compartilhem a responsabilidade que significa estar na linha de frente.

EFE |

"Estamos revisando a política em relação ao Afeganistão", disse o primeiro-ministro no Parlamento, onde acrescentou que se trata "de uma revisão que leva em consideração os perigos que existem atualmente na fronteira entre Afeganistão e Paquistão".

A nova política, explicou o líder trabalhista, "leva em conta a necessidade de complementar a ação militar e o reforço da proteção" na zona de fronteira, com a necessidade de que haja "uma responsabilidade compartilhada apropriada" entre os aliados.

Brown lembrou que o Reino Unido aumentou recentemente até mais de oito mil o número de soldados desdobrados no país e insistiu em que "havendo 41 países implicados, deve haver uma distribuição das responsabilidades que seja mais justa".

"O Afeganistão é a primeira linha de combate contra os talibãs.

Também é a primeira linha de combate contra a Al Qaeda", manifestou o líder trabalhista, que assegurou que "o que acontece ali pode afetar diretamente o que acontece nas ruas de Londres e das principais cidades de nosso país".

Na sexta-feira, o ministro de Assuntos Exteriores, David Miliband, disse que o Governo considerará minuciosamente o pedido do presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama, de enviar mais tropas ao Afeganistão.

"Se há requerimentos de ajuda -econômica, social ou militar -, as consideraremos minuciosamente", afirmou Miliband.

O principal responsável do Ministério das Relações Exteriores afirmou que o Governo "nunca se opôs plenamente" ao envio de mais tropas, mas acrescentou: "os cidadãos britânicos não querem ter a sensação de que sempre somos nós que assentimos quando se faz este pedido; querem saber que há outros que também farão".

Nos últimos dias, diferentes veículos de comunicação informaram que dos EUA teria chegado um pedido para enviar dois mil soldados britânicos adicionais ao Afeganistão, mas Miliband considerou estas informações "especulações" durante a visita que realizou ao país no começo da semana. EFE fpb/db

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