Brown ameaça o Irã com novas sanções num discurso na Knesset israelense

O primeiro-ministro britânico Gordon Brown ameaçou nesta segunda-feira na Knesset israelense, endurecer as sanções contra o Irã relacionadas ao seu controverso programa nuclear e considerou que a paz entre israelenses e palestinos está ao alcance das mãos.

AFP |

Pouco antes do discurso de Brown, o primeiro de um chefe de governo britânico no Parlamento israelense, a secretária de Estado norte-americana Condoleezza Rice, em viagem aos Emirados Árabes Unidos, lançou uma advertência sem ambigüidade a Teerã.

"Se não houver uma resposta séria em duas semanas sempre teremos a possibilidade de explorar o caminho de Nova York", disse Rice em referência ao Conselho de Segurança da ONU que poderá decretar uma nova série de sanções contra o Irã.

O Irã, declarou Brown, "está diante de uma escolha clara: suspender seu programa nuclear e aceitar nossas ofertas de negociações ou ficar cada vez mais isolado e exposto à resposta coletiva" de vários países.

"Assim como a Grã-Bretanha fez esforços em três resoluções vinculantes da ONU, prometo a vocês que ela continuará com a determinação de ser a ponta de lança - com os Estados Unidos e nossos parceiros europeus - nos esforços para impedir um programa nuclear militar iraniano", insistiu.

O primeiro-ministro israelense Ehud Olmert o agradeceu por suas posições firmes frente ao programa nuclear iraniano.

"Vocês estão conscientes de que a ameaça mais grave à estabilidade do Oriente Médio e à paz mundial provém das ambições do regime dos aiatolás de Teerã de obter à uma hegemonia regional", afirmou.

Segundo ele, esta hegemonia está "baseada na rejeição à paz, em um grande apoio a movimentos terroristas, em um esforço intensivo de obter uma capacidade nuclear militar e em uma vontade firme de destruir Israel", acrescentou.

Os países ocidentais e Israel temem que o programa nuclear civil de Teerã sirva de pretexto para um projeto militar. Por isso, exigem a suspensão do enriquecimento de urânio, algo que o governo islâmico se nega a fazer.

No sábado, as negociações em Genebra foram concluídas sem acordo. O Irã recebeu um prazo de duas semanas para atender à oferta dos representantes do grupo 5+1 (Estados Unidos, Rússia, China, França, Grã-Bretanha e Alemanha).

O chefe do governo britânico criticou com veemência as declarações classificadas de "repugnantes" do presidente iraniano Mahmud Ahmadinejad, que ameaçou várias vezes apagar Israel do mapa e estimulou as posições negacionistas sobre a Shoah.

Sobre a questão de israelenses e palestinos, Brown considerou que a paz "está ao alcance das mãos", exortando Israel a se retirar das colônias da Cisjordânia e os palestinos a lutar contra "os terroristas".

"Acho que uma paz histórica, durável, que pode levar segurança à região, está ao alcance das mãos", disse.

Ele pediu que as duas partes aproveitem "a chance oferecida" pela conferência de Annapolis, realizada no final de novembro de 2007 nos Estados Unidos, de obter um acordo baseado "em dois Estados fundados sobre as fronteiras de 1967, um Israel democrático e a salvo de ataques, reconhecido e em paz com seus vizinhos" assim como um Estado palestino "pacífico, democrático e territorialmente viável".

bur-mel/dm

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