Brown afirma que assassinato de policial não levará o Ulster aos velhos tempos

O primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, afirmou nesta segunda-feira que o assassinato de um policial na Irlanda do Norte não levará a província britânica ao que chamou de velhos tempos da violência política.

AFP |

Brown condenou os assassinos do policial morto com um tiro na cabeça na região de Belfast, dois dias depois da morte de dois soldados britânicos em um atentado reivindicado pelo dissidente IRA Autêntico, e insistiu que a província "não voltará aos velhos tempos".

Já o primeiro-ministro da província da Irlanda do Norte, Peter Robinson, afirmou estar enojado com a situação.

"Me sinto enojado com as tentativas de desestabilizar a Irlanda do Norte", afirmou Robinson, do Partido Democrático Unionista (DUP, protestante).

"Não permitiremos que os responsáveis por estes atos criminosos levem a nossa província ao passado", completou, antes de descrever o atentado como um "ato diabólico".

O policial foi morto no bairro republicano de Craigavon.

A violência política no Ulster, que em 30 anos matou mais 3.500 pessoas, praticamente acabou com assinatura dos Acordos de Paz da Sexta-Feira Santa, em 10 de abril de 1998.

O crime de segunda-feira não foi reivindicado, mas aconteceu dois dias depois de um ataque contra um quartel das forças britânicas de Massereene, 25 km ao noroeste de Belfat, que matou dois soldados. O ataque foi reivindicado pelo IRA Autêntico, um grupo republicano contrário ao processo de paz.

O ministro britânico para a Irlanda del Norte, Shaun Woodward, afirmou "o pequeno grupo de pessoas que se nega a aceitar a mudança não conseguirá deter o progresso".

"É verdadeiramente diferente do passado. Hoje a Irlanda do Norte está unida", concluiu.

bur/fp

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