Brown admite ter sido castigado por diretor ao planejar matar aula

Londres, 7 dez (EFE).- Apesar de ter sido um aluno muito aplicado, o primeiro-ministro do Reino Unido, Gordon Brown, não se livrou de um castigo do diretor de sua escola na Escócia, que lhe bateu com uma correia por planejar matar aula para assistir a um jogo de futebol.

EFE |

O próprio Brown fez esta confissão em entrevista a um canal de TV, na qual o conhecido empresário transformado em apresentador Alan Sugar perguntou-lhe se tinha apanhado quando estava no colégio.

"Com a correia, sim", respondeu o primeiro-ministro, que sofreu a punição na década de 60, quando o castigo físico e corporal aos alunos ainda era permitido no Reino Unido.

Brown chegou a afirmar que a temida correia, uma tira de couro conhecida como Lochgelly Tawse, era fabricada onde agora é a sua circunscrição eleitoral.

Um amigo do primeiro-ministro explicou ao jornal "The Mail on Sunday" o incidente que motivou o castigo.

O diretor da escola de ensino médio de Kirkcaldy, Robert Adam, soube que um grupo de alunos planejava matar aula para assistir pela televisão a um jogo de futebol entre Escócia e Itália válido por uma vaga na Copa do Mundo de 1966.

"Ocorreu em dezembro de 1965, quando Gordon tinha 14 anos", declarou a fonte.

O diretor disse "que soube que um grupo de meninos planejava matar aula para ver a partida, e que isso não seria tolerado.

Acrescentou que se houvesse alguém desesperado para assistir ao jogo, deveria até seu escritório para falar sobre o assunto", explicou o amigo.

Brown, um aluno tão precoce que ingressou na universidade com apenas 16 anos, foi com alguns amigos ao escritório do diretor, que lhes esperava com a correia na mão.

"Os meninos pensavam que ele colocaria um televisor em alguma das salas de aula, mas, em vez disso, pegou um por um", lhes deu boas palmadas,"e disse que, se voltassem a tentar matar aula, os pegaria todos os dias durante um mês", contou a fonte.

"No final, a Escócia foi derrotada por 3 a 0. Portanto, não perderam muito", acrescentou. EFE jm/ab/sc

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