Brown acredita em acordo no G20 sobre reconstrução do sistema financeiro

Paris, 24 mar (EFE).- O primeiro-ministro do Reino Unido, Gordon Brown, está convencido de que haverá acordo sobre a reconstrução do sistema financeiro internacional na próxima reunião do Grupo dos Vinte (G20, os países ricos e os principais emergentes) em Londres, um encontro que definiu como uma etapa no processo.

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A reunião do G20 da próxima semana "não é mais que uma etapa no processo", disse o primeiro-ministro do Reino Unido, em declarações a um grupo de jornalistas publicadas hoje pelo jornal "La Tribune" em seu site.

No entanto, insistiu, "acho que haverá um acordo sobre a reconstrução do sistema financeiro e bancário, e sobre as medidas para estimular o crescimento e o comércio".

Na opinião do primeiro-ministro do Reino Unido, o grande desafio está em "mostrar que podemos trabalhar juntos" e fazer frente à atual crise com um plano conjunto.

"O objetivo é que sejamos capazes de nos reunir e de tomar decisões coordenadas sobre o futuro de nosso sistema financeiro, o crescimento de nossa economia, e que mostremos que podemos colocar em dia as instituições financeiras", acrescentou.

Brown precisou que, no caso do Fundo Monetário Internacional (FMI), há um acordo internacional para que os países que mais cresceram nos últimos anos estejam mais bem representados nesta instituição, criada em 1945.

Sobre o Banco Mundial, defendeu a proposta de que esta instituição trate também de questões ambientais, além das relacionadas ao desenvolvimento.

No entanto, as mudanças devem ir à frente, segundo o primeiro-ministro, que defendeu instituições diferentes das atuais e a criação de um sistema de alarme contra as crises.

Quanto aos temores dos que consideram que a crise atual pode reforçar as medidas protecionistas, Brown ressaltou que o protecionismo "não protege ninguém a longo prazo", é "um caminho para a ruína".

Brown tentará definir todas estas ideias com os dirigentes de alguns dos países que assistirão à cúpula do G20 na viagem que empreende hoje em Estrasburgo (França), onde comparece perante o Parlamento Europeu, e que o levará também a Nova York, assim como a Brasil e Chile, antes da reunião da próxima semana em Londres. EFE pi/an

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