Brown aceita investigação sobre Iraque parcialmente pública

Londres, 18 jun (EFE).- O primeiro-ministro do Reino Unido, Gordon Brown, aceitou hoje que a investigação sobre a Guerra do Iraque seja parcialmente pública, após as pressões recebidas da oposição, dos militares e das famílias de soldados mortos.

EFE |

Um porta-voz de Downing Street confirmou hoje a mudança de rumo, três dias depois de Brown comparecer perante a Câmara dos Comuns para anunciar que a investigação seria a portas fechadas para não comprometer a segurança nacional.

O porta-voz assegurou que a privacidade dos trabalhos da comissão que analisará o envolvimento do Reino Unido na preparação da invasão, na guerra e na reconstrução do Iraque entre 2001 e 2009 não foi colocada em nenhum momento como "um dogma", mas já se pensava ter certa flexibilidade a respeito.

Brown se dirigiu hoje ao presidente da comissão, o ex-subsecretário de Estado permanente para o Escritório da Irlanda do Norte, John Chilcot, para indicar que está em suas mãos a decisão final de realizar determinadas audiências diante do público.

O primeiro-ministro se referiu concretamente à possibilidade de que os parentes de algum dos 179 militares britânicos mortos no Iraque queiram testemunhar em sigilo.

A retificação do primeiro-ministro trabalhista a respeito de sua declaração perante o Parlamento, na qual em nenhum momento falou da possibilidade de que algumas sessões fossem públicas, foi criticada pelo Partido Liberal-Democrata, a única grande legenda política britânica que se opôs desde o princípio à guerra. EFE fpb/rr

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